Todos nós cometemos inúmeros tipos de erros. Porém, de acordo com a Psicologia Cognitvo-Comportamental, há dez tipos ou categorias principais de erros que as pessoas cometem, pois formam padrões de pensamentos e comportamentos, são especialmente danosos e geram outros erros. Não são apenas erros em decisões, mas sim erros na própria maneira de tomarmos decisões, no modo como interpretamos as circunstâncias das nossas vidas. São erros fundamentais na nossa forma de pensar e agir.
Nesta série de mensagens explicaremos um por um quais são esses dez erros e como lidar com eles. Depois vamos apresentar técnicas cognitivas e comportamentais para modificar pensamentos automáticos, crenças limitadoras ou autodestrutivas de diferentes profundidades e também para ajustar a forma como vemos a nós, aos outros e a vida.
Não se trata de sugestões para “pensar positivo”, mas de aprender a identificar hábitos mentais que criam ou pioram problemas, dificultam perceber e aproveitar oportunidades e nos induzem a erros de interpretação das experiências e de avaliação das pessoas e de nós mesmos.
Os dez erros mais comuns que cometemos são:
(1) Catastrofismo: a compulsão de chegar a todo tipo de conclusão catastrófica sem pensar duas vezes, o que é autolimitador e até paralisante;
(2) “Telepatia”: a ilusão de que sabemos o que se passa na cabeça alheia e que os outros também sabem [ou deviam saber] o que se passa na nossa;
(3) Mania de Perseguição: a mania de levar tudo para o lado pessoal, pensar que tudo é dirigido a si ou que tudo é sua responsabilidade, gerando irritação e/ou culpa, além de prejudicar os relacionamentos;
(4) Otimismo Cego: dentre outras manifestações, significa deixar-se levar pelos elogios, acreditar que o sucesso passado garante o sucesso futuro ou que o êxito em uma área garante o êxito em outras áreas;
(5) Hipersensibilidade às Críticas: encarar como ataque pessoal toda e qualquer crítica, não importa de quem venha, não importa como a crítica seja feita, não importa sobre o que seja a crítica, não importa qual a validade da crítica e até mesmo imaginar que o estão criticando;
(6) Perfeccionismo: ser obcecado em atingir uma perfeição inalcançável (e/ou exigi-la de outros), o que só leva à insatisfação crônica e à não-realização do que poderia efetivamente ser feito;
(7) Ansiedade Excessiva: é o pensamento “e se...”, preocupar-se com o que não existe ou é altamente improvável de acontecer, como se não bastassem as dificuldades que existem de fato, o que só diminui nossa capacidade de lidar eficazmente com os problemas e encontrar soluções;
(8) Rigidez Mental: a obsessão com o que supostamente deve ser ou devia ter sido feito, que torna a pessoa mentalmente cega para possibilidades, para atenuantes e contingências e para a razão de ser das regras;
(9) Vício de Depreciar: a compulsão de encontrar algo de negativo em tudo e elaborar racionalizações para justificar suas recusas e críticas.
(10) Mania de Comparação: dedicação demais a comparar-se negativamente com outros e/ou aceitar cegamente comparações que façam de nós com outros, o que é desanimador e em geral é falta de perspicácia;
Esses erros causam muito sofrimento desnecessário e limitam nosso potencial. Mas, aprendendo a identificar e modificar esses maus hábitos mentais, vamos minimizar a quantidade e gravidade das ocorrências com que cometemos estes erros, melhorar nossos relacionamentos e maximizar nosso bem-estar geral e nossos bons resultados na vida.
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Essa série é baseada no livro “As 10 Bobagens Mais Comuns que as Pessoas Inteligentes Cometem e Técnicas para Evitá-las”, de Arthur Freeman e Rose DeWolf, publicado pela editora Guarda-Chuva. Leia esse livro, vale a pena!
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