Artigo de Rodrigo
Constantino
Dez em cada dez
esquerdistas falam mais de desigualdade do que de miséria em termos absolutos.
Por que será? Não parece fazer mais sentido observar a qualidade de vida dos
mais pobres e ver como ela está evoluindo? Se, digamos, 100 milhões de pessoas ontem
não podiam comer direito e não tinham onde morar, e hoje comem três refeições e
possuem uma pequena casa, isso não deveria ser motivo para regozijo daqueles
que se importam com a miséria alheia?
Curiosamente, a esquerda
só fala do hiato entre ricos e pobres, como se estes estivessem nessa situação
por causa daqueles, como se economia fosse um jogo de soma zero. Paul Krugman,
o ícone da esquerda americana, escreveu um artigo
tentando justificar porque devemos dar tanta importância à desigualdade. Não
convence ninguém mais atento.
Isso sem falar que as
medidas expansionistas que ele prega são a principal causa do aumento deste
gap. Afinal, a bolha imobiliária, que ele chegou a desejar em 2002 para curar o
estouro da bolha de tecnologia, favoreceu mais que proporcionalmente os ricos,
assim como as medidas de política monetária frouxa, que ele tanto aplaude,
também beneficiam mais os ricos. É muita contradição.
Mas segue um artigo meu
refutando essa obsessão esquerdista com a desigualdade social. Explico que,
provavelmente, a inveja está por trás desse foco deturpado. Lá vai: