terça-feira, 22 de julho de 2014

TAC- Terapia de Autocontrole (Rehm)

O trabalho de Rehm foi orientado em parte pelo modelo que explica a persistência de certos comportamentos na ausência de reforço como um ciclo fechado de autocontrole adaptativo com três processos interconectados: (1) automonitoramento, (2) autoavaliação e (3) autorreforço. Os sintomas de depressão seriam consequência de déficits nestes processos.
 
Os déficits de automonitoramento incluem o monitoramento seletivo de eventos negativos e o monitoramento seletivo das consequências imediatas do comportamento, em vez das consequências posteriores. Os déficits de autoavaliação consistem em critérios rígidos e atribuições de responsabilidade imprecisas. Os déficits de autorreforço envolvem recompensas pessoais insuficientes e autopunições excessivas.
 
O perfil variado de sintomas depressivos é função de diferentes subconjuntos desses déficits. Além disso, os déficits existem em graus variados em diferentes indivíduos e podem ser observados antes dos episódios depressivos, que resultam da interação entre o stress experimentado e o repertório de autocontrole que o indivíduo dispõe. Cada um desses déficits é um módulo de Terapia de Autocontrole.
 
 
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RRS - Reestruturação Racional Sistemática (Marvin Goldfried)

A orientação de Goldfried para habilidades de enfrentamento o levou a desenvolver esta técnica. Sugeriu que as primeiras experiências de aprendizagem social nos ensinam a rotular as situações de maneiras diferentes e as reações emocionais são uma resposta mais para a forma como rotulamos os acontecimentos do que aos acontecimentos em si.
 
Distinguir erroneamente as pistas situacionais como ameaçadoras gera respostas emocionais e comportamentais inadequadas. Mas as pessoas podem adquirir repertórios mais adaptativos aprendendo a modificar seus modelos cognitivos.
 
A meta da RRS é treinar a pessoa para perceber as pistas situacionais de forma mais acurada e proporcionar-lhe mais outros recursos internos para enfrentar com autonomia seus problemas atuais e futuros.
 
Sua implementação tem cinco estágios discretos: (1) exposição a situações que provoquem ansiedade usando representação imaginária ou dramatização, (2) autoavaliação do nível subjetivo de ansiedade, (3) monitoramento de cognições que provoquem ansiedade, (4) reavaliação racional dessas cognições mal-adaptativas e (5) observação do próprio nível de ansiedade após a reavaliação racional.
 
Algumas das técnicas que podem ser utilizadas em conjunto com a RRS são métodos de relaxamento, ensaio, tarefas ao vivo, modelagem e biblioterapia.
 
 
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TRP- Técnica de Resolução de Problemas (D’Zurilla & Goldfried)

Com o objetivo de facilitar a generalização da mudança de comportamento, D’Zurilla e Goldfried conceituaram a TRP como uma forma de treinamento em autocontrole, enfatizando a importância de se treinar o cliente para funcionar como seu próprio terapeuta.
 
A inefetividade para enfrentar situações problemáticas e prever e lidar com suas consequências pessoais e sociais é ingrediente de muitos transtornos psicológicos, mas pode ser retificada com o treinamento de habilidades gerais que permitam ao indivíduo enfrentar de forma autônoma e eficaz os desafios atuais e futuros.
 
A TRP é um processo de aprendizagem explícita de habilidades para enfrentar situações problemáticas. D’Zurilla & Goldfried identificaram cinco estágios sobrepostos deste processo: (1) orientação ou “modelo” geral; (2) definição acurada do problema; (3) levantamento de alternativas de ação; (4) tomada de decisão e implementação e (5) verificação ou acompanhamento. O treinamento consiste em ensinar essas habilidades básicas ao cliente e orientar sua aplicação em situações reais de sua vida.
 
A habilidade de resolver problemas requer a capacidade de reconhecer situações problemáticas, de encontrar soluções alternativas e de prever as possíveis consequências (positivas e negativas, de curto e de longo prazo) das alternativas. E é importante saber identificar os elementos motivacionais, tanto os seus próprios quanto os de outros envolvidos.
 
 
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terça-feira, 15 de julho de 2014

Mania de Comparação (4/8): Comparações Saudáveis x Comparações Tóxicas

Uma faca é um instrumento feito para preparar e/ou consumir alimentos, mas pode ser utilizada para ferir alguém ou a si próprio. O mesmo ocorre com as comparações: são instrumentos cognitivos úteis para avaliação, motivação, direcionamento, mas também podem ser usadas de forma prejudicial.

Dez Tipos de Autossabotagem

Em nossa interação com o ambiente no decorrer dos anos, desenvolvemos padrões de pensamento e ação que sabotam o nosso desempenho, produzindo sentimentos como estresse, ansiedade, raiva, decepção, vergonha. Esses sabotadores internos são ativados pelos desafios que enfrentamos e tornam mais difícil manter o equilíbrio e o bom senso. 

terça-feira, 8 de julho de 2014

Informação X Conhecimento

Sempre houve mudanças na História da Humanidade. Mas antes elas eram mais lentas e havia muitos retrocessos. Foi há poucos séculos que o avanço tecnológico se tornou uma constante. Dois campos que tiveram progressos extraordinários foram os meios de transporte e os meios de comunicação. Hoje temos que lidar com um grande número de informações em alta velocidade e podemos ficar ansiosos com a atualização. Como selecionar a informação que é útil para nós? E como transformá-la em conhecimento?
 

Igualdade, Valor e Mérito

Artigo de Rodrigo Constantino
 
Muitas pessoas defendem o socialismo por não aceitarem que pessoas egoístas ou brutas, sem nobres intenções ou refinamento, possam se dar tão melhor que outras, imbuídas de compaixão pelo próximo (ao menos nos discursos), no sistema capitalista. Passam, então, a pregar a igualdade.
 
Talvez a inveja esteja por trás disso, como tenho mostrado em uma série de artigos. Talvez seja a ignorância acerca das diferenças entre valor e mérito. Talvez uma mistura das duas coisas.
 
Com isso em mente, segue um texto que escrevi como resenha de um capítulo de um dos melhores livros de Hayek, um dos maiores defensores do liberalismo. Claro, nem preciso dizer que recomendo a leitura do livro na íntegra. Por enquanto, segue o aquecimento:
 
 

terça-feira, 1 de julho de 2014

O Poder da Competência e das Expectativas

 
O que é “competência” e quais os seus ingredientes? Qual é o papel do ambiente nas competências das pessoas? Qual é o impacto das nossas expectativas sobre o que acontece conosco, como indivíduos e como organização? Devemos fazer previsões de resultados?
 
 

Paradoxos sobre a Liberdade

Artigo de Alessandro Vieira dos Reis
 
“O que é a liberdade?”, “É possível ser livre?”, “Somos mesmo livre ou isso não será uma ilusão?”. Perguntas assim nos prendem a atenção. Liberdade é um tema que fascina, que suscita questionamentos. Alguns ainda acham que apenas filósofos e poetas tem algo a dizer sobre o assunto. Mas neste artigo pretendo mostrar que não é bem assim. Cientistas não estão além dessas inquietações.