A orientação de Goldfried
para habilidades de enfrentamento o levou a desenvolver esta técnica. Sugeriu
que as primeiras experiências de aprendizagem social nos ensinam a
rotular as situações de maneiras diferentes e as reações emocionais são uma
resposta mais para a forma como rotulamos os acontecimentos do que aos
acontecimentos em si.
Distinguir erroneamente as pistas situacionais como
ameaçadoras gera respostas emocionais e comportamentais inadequadas. Mas as
pessoas podem adquirir repertórios mais adaptativos aprendendo a modificar seus
modelos cognitivos.
A meta da RRS é treinar a
pessoa para perceber as pistas situacionais de forma mais acurada e proporcionar-lhe
mais outros recursos internos para enfrentar com autonomia seus problemas
atuais e futuros.
Sua implementação tem cinco
estágios discretos: (1) exposição a situações que provoquem ansiedade usando
representação imaginária ou dramatização, (2) autoavaliação do nível subjetivo
de ansiedade, (3) monitoramento de cognições que provoquem ansiedade, (4)
reavaliação racional dessas cognições mal-adaptativas e (5) observação do
próprio nível de ansiedade após a reavaliação racional.
Algumas das técnicas que
podem ser utilizadas em conjunto com a RRS são métodos de relaxamento, ensaio,
tarefas ao vivo, modelagem e biblioterapia.
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