sexta-feira, 1 de abril de 2016

A Dificuldade de Ser Feliz



Estudos indicam que, assim como outras características humanas,  nossa média de felicidade possui um forte componente genético, o que não significa que seja predeterminada, mas quer dizer que é uma tendência da estrutura biológica inata de cada indivíduo.

 

terça-feira, 1 de março de 2016

Evolução da Cultura


A cultura de um grupo consiste em comportamento aprendido compartilhado pelos componentes do conjunto, adquirido como resultado de pertencer ao membro e transmitido de um membro ao outro. O desenvolvimento da cultura ocorre de maneira análoga à modelagem do comportamento operante e à evolução genética: variação associada com transmissão seletiva. As unidades da seleção (os elementos que variam e são seletivamente transmitidas) são os replicadores. Um replicador é qualquer entidade capaz de produzir cópias de si mesma. Um bom replicador possui (1) longevidade, (2) fecundidade. (3) fidelidade de cópia e (4) eficácia.

Um requisito para a existência de cultura é a existência da sociedade. Uma verdadeira sociedade inclui cooperação: comportamento altruísta que beneficia outros no curto prazo e o benfeitor no longo prazo. Um segundo requisito para a existência de cultura é a capacidade dos membros de aprender uns com os outros, pois essa é a maneira pela qual os traços culturais são transmitidos ao longo do tempo.

Na evolução genética, o conjunto de replicadores que todos os organismos de uma população possuem é conhecido como “conjunto gênico populacional”. Na evolução da cultura, o conjunto de características que uma sociedade possui é chamado de “conjunto de traços culturais”. Esses caracteres constituem os replicadores da cultura e, à medida que eles são transmitidos no conjunto de traços culturais, suas frequências podem aumentar ou diminuir, dependendo da regularidade com que são aprendidos.

Quando aprender com o outro beneficia no longo prazo como ocorre na nossa espécie, os genes do aprendiz que possibilitam essa aprendizagem serão selecionados. Três características com esse perfil são (1) limites do estímulo, (2) imitação e (3) reforçadores sociais. Nossos organismos são feitos de tal forma que estamos sintonizados com os estímulos produzidos por outras pessoas, tais como expressões faciais e os sons em nosso idioma. Se um organismo imita outro e o resultado é reforçador, então a aprendizagem operante rapidamente ocorre. Reforçadores sociais (sorrisos, tapinhas nas costas, abraços, etc.) permitem uma aprendizagem a partir do outro ainda mais rápida, pois eles introduzem as práticas de ensino e instrução.

Os replicadores culturais são as ações de membros do grupo passadas de um indivíduo para o outro, por imitação e treinamento. Essas unidades são definidas funcionalmente como os operantes porque elas são operantes. Incluem não apenas práticas não-verbais (como seleção e produção de alimentos), mas também comportamentos verbais (contar histórias, citar provérbios, ditar imposições morais, etc.). Essas práticas verbais são úteis porque são regras ou instruções análogas às regras por fornecerem estímulos discriminativos indutores de comportamentos que são socialmente reforçados. As culturas dos seres humanos incluem práticas de (1) seguir regras, (2) prescrever regras e (3) formular regras. Essas três práticas dependem de contingências de reforço organizadas por outras pessoas, contingências sociais que, a partir do comportamento que produzem, podem constituir o grupo mais importante de replicadores da cultura humana.

O primeiro ingrediente da teoria da evolução é a variação. Da mesma maneira que os genes variam, os replicadores culturais também oscilam dentro de uma escala de diversidade. Tal como os acidentes genéticos, os acidentes comportamentais são ocasionalmente benéficos. Assim como um conjunto gênico populacional, um conjunto de traços culturais pode se beneficiar da migração.

O segundo ingrediente da teoria da evolução é a transmissão. Porém, diferentemente da transmissão genética, a transmissão cultural significa herdar traços adquiridos. As possibilidades de transmissão cultural excedem em muito àquelas da transmissão genética, pois aqueles que transmitem uma prática cultural (os “pais” culturais) não precisam possuir qualquer conexão genética com aqueles que a recebem (os “filhos” culturais). A transmissão cultural também difere da transmissão genética na medida em que esta ocorre apenas no instante da concepção, enquanto a primeira pode ocorrer em qualquer momento da vida. A existência de muitas fontes e de muitas oportunidades de transmissão cultural significa que a evolução cultural acontece muito mais rapidamente do que a evolução genética. Problemas sociais surgem quando a evolução cultural muda o ambiente de tal modo que os mecanismos que aumentavam a aptidão no antigo ambiente tornam essa mesma prática prejudicial no novo ambiente. Quando tais problemas surgem, novas práticas tendem a serem desenvolvidas para contrabalançá-los.

A transmissão cultural ocorre por imitação e por regras. A imitação aprendida é uma forma de comportamento controlado por regras. As crianças aprendem o comportamento de seguir regras porque a transmissão de práticas sociais através do seguimento de regras é especialmente rápida.

O terceiro ingrediente da evolução cultural é a seleção, que acontece porque a transmissão é seletiva. Se é provável que um organismo entre em contato com ambientes diversos, então poderia ocorrer o desenvolvimento de mecanismos através dos quais a transmissão seria dirigida para a recepção de práticas bem-sucedidas em determinado ambiente. Um critério provável de “sucesso” é a frequência: as pessoas imitam práticas frequentemente observadas, assim como imitam indivíduos com que se deparam muitas vezes. O seguimento de regras pode ser seletivo de um modo ainda mais diretamente relacionado ao “sucesso” se as pessoas se inclinarem a seguir regras que provêm de outros cujo comportamento é frequentemente reforçado.

A ideia de que as práticas culturais são replicadores análogos aos genes ajuda a explicar porque as pessoas frequentemente agem em seu próprio prejuízo para o bem da família ou da comunidade. Práticas “desprendidas”, costumes abnegados (doar dinheiro, tempo, esforços e até arriscar a própria vida) continuarão parte da cultura contanto que as consequências para esses comportamentos sejam (em média e em longo prazo) reforçadoras. Em última análise, os reforçadores sociais que mantêm tais práticas derivam dos efeitos dessas mesmas práticas sobre a aptidão dos genes.

Extraído de “Compreender o Behaviorismo”, de Willian Baum - Artmed



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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Valores, Religião e Ciência


Os analistas comportamentais abordam questões relativas a valores focalizando o que as pessoas fazem e dizem sobre situações e ações que são chamadas “boas” ou “más”, “certas” ou “erradas”. O relativismo moral (ideia segundo a qual os rótulos de “bom” e de “mal” variam arbitrariamente de cultura para cultura e de época para época, surgindo estritamente como convenções sociais) é rejeitado tanto por pensadores religiosos quanto por analistas comportamentais. Ambos os grupos se mostram favoráveis a padrões universais, princípios que todos os seres humanos compartilham. C.L. Lewis, pensador religioso, defendeu a ideia de que todos nós temos uma noção das regras de como nos comportar, mesmo que frequentemente as violemos. Os analistas comportamentais também reconhecem esses princípios universais de comportamento decente, na forma de altruísmo e da reciprocidade. Porém, Lewis diverge dos analistas comportamentais na questão das origens. Enquanto os pensadores religiosos veem os padrões de “certo” e “errado” como emanados de Deus, os analistas do comportamento veem esses padrões como oriundos da história evolutiva, tal como Skinner.

Segundo a regra prática de Skinner sobre o “bom” e o “mau”, situações chamadas de “boas” são reforçadores positivos, enquanto situações chamadas de “ruins” são reforçadores negativos. As “boas ações” são recompensadas e as “más ações” são punidas. Embora reforçadores e punidores incondicionais e as ações a eles associados venham a ser chamados “bons” e “maus” devido à forma como são construídos nosso mundo e nosso organismo, muitas situações e ações também são chamadas de “boas” ou de “más” devido ao nosso ambiente social, visto que grande parte do reforço ou punição de nossas ações vem de outras pessoas. Desde cedo na infância, essas pessoas não somente ensinam reforçadores e punidores condicionais, mas também nos ensinam a chamar de “mau” aquilo que gera punição e de “bom” aquilo que gera reforço positivo à ação ou situação.

A história de reforço e punição do indivíduo explica porque ele rotula certas situações e ações de “boas” ou “ruins” e também porque ele se sente bem ou mal a respeito delas. As pessoas dizem que se sentem mal em situações nas quais o seu comportamento foi punido. Os eventos fisiológicos chamados “sentimentos” funcionam junto com o contexto público como estímulos discriminativos que induzem esses relatos. As pessoas dizem sentir-se bem por razões análogas, em situações nas quais o seu comportamento foi reforçado. Os sentimentos não explicam a fala sobre o “bom” e o “mau”; na verdade, os eventos fisiológicos e os relatos sobre sentir-se bem ou mal provêm de um histórico de reforços e punições paralelo e parcialmente sobreposto ao histórico que gera o discurso sobre ações, objetos e situações “bons” e “maus” (isto é, julgamentos de valor). Os julgamentos de valor, o que é especialmente claro quando envolvem termos como “deve” ou “deveria”, são regras (estímulos discriminativos verbais) que indicam contingências últimas que são sociais, originam-se das práticas do grupo a que o ouvinte pertence.

Quando inquiridos sobre a origem dos reforçadores e punidores, principalmente os sociais, os analistas do comportamento respondem que ela está na seleção natural. Os genes que tornaram esses eventos reforçadores ou punidores, desse modo promovendo o sucesso reprodutivo dos indivíduos deles portadores, seriam selecionados. Assim se explica não apenas porque o gosto doce e o orgasmo são reforçadores, mas também porque ajudar pessoas de sua família (ainda que se sacrificando) é reforçador. O altruísmo para com pessoas que não tem parentesco depende dos benefícios no longo prazo para o benfeitor. A pessoa até então desconhecida retribui de alguma forma e/ou as práticas grupais determinam que outros membros do grupo forneçam o reforço último. De qualquer forma, o altruísmo ao final beneficia o próprio altruísta (é reforçado).

No contexto dessas contingências sociais, as imposições éticas constituem estímulos discriminativos verbais (regras) que resultam em reforço ou punição social. A análise comportamental pode ajudar nossa sociedade a trabalhar por uma “vida plena”, oferecendo formas de identificar e implementar melhores contingências sociais.

Extraído de “Compreender o Behaviorismo”, de Willian Baum - Artmed



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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Advogado de Defesa


Essa técnica é um debate consigo mesmo em seu diálogo interno. Muitas pessoas tendem a ser mais severas contra si mesmas do que com os outros, a não perdoar falhas em si próprias que perdoariam em um familiar ou amigo. Os demais podem cometer determinados erros ou possuírem certas limitações que toleramos, mas quando nós mesmos o fazemos ficamos nos recriminando por anos.

O que ocorre é que levamos a nós mesmos a um julgamento mental e nele desempenhamos todos os papéis (réu, juiz, jurado, acusação), exceto um: advogado de defesa. Assim não temos a menor chance! Falta neste julgamento aquele que refuta acusações injustas e apresenta atenuantes para as acusações justas, chamando a atenção para as circunstâncias atenuantes no caso e para o histórico de vida do acusado. O objetivo é lançar uma luz mais favorável para assim obter uma sentença justa em vez de uma punição excessiva ou mesmo imerecida.

Portanto, sempre que estiver sendo rígido demais consigo mesmo, pare e veja se o seu “advogado de defesa interior” não ficou de fora do seu julgamento. Desempenhe este papel também. Conceda a si próprio o tratamento razoável que concederia a alguém que ama, seja um familiar ou amigo querido, mesmo que ele tenha errado.

  • ·  “Perdedor, ele? Não, ele está passando por uma fase ruim e teve uma origem muito difícil”
  • “Ela foi cretina? De fato ela errou, mas teve seus motivos para agir assim”
  • “Nada do que ele faz dá certo? Calma, não exagere, isso simplesmente não é verdade”




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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Uso das Adversidades a Seu Favor


“Se a vida lhe der um limão, faça uma limonada”, diz o ditado. É uma frase bonita, mas quem está passando por reveses retruca que falar é fácil – o que é verdade, especialmente quando se espera que a “limonada” fique pronta no mesmo dia em que o “limão chega”. Porém, quando vista de uma distância maior, a adversidade muitas vezes se transforma em uma vantagem. Raramente uma experiência de vida é desperdiçada.

Na década de 1980 um grupo de psicólogos encontrou pessoas que haviam perdido o emprego três vezes seguidas por causa de uma série de falências de empresas, mas que mostraram uma incrível capacidade de adaptação. Lembre-se de que naquela época as pessoas eram habituadas a passar muitos anos na mesma empresa e por isso o desemprego possuía uma carga psicológica extra.

O senso comum diria que pessoas que passaram por estas experiências se deixariam abater, mas não foi o que ocorreu. Alguém que já ficou desempregado outras vezes e conseguiu trabalho provavelmente possui mais autoconfiança do que quem sempre trabalhou no mesmo lugar e assim nunca teve essa experiência. O fato de já ter sobrevivido a adversidades concede a vantagem de saber o que fazer.

Muitas pessoas descobriram uma vocação profissional depois de serem demitidas e começar um trabalho que nunca haviam pensado antes. Alguns alcoólatras e outros viciados, depois de vencer o vício, encontram grande satisfação em ajudar outros a fazerem o mesmo. Há indivíduos que, depois de uma rejeição profissional ou pessoal, ficam determinados a se superar para provar para si mesmos que quem os rejeitou estava errado. Quem sofreu maus-tratos pode aprender a exigir respeito. O fim de um relacionamento afetivo é triste, mas torna a pessoa livre para procurar um novo alguém em uma relação mais madura e saudável.



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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Relacionamentos, Administração e Governo


Para que um episódio entre duas pessoas ou entre uma pessoa e um grupo possa ser chamado de “interação social”, cada parte deve reforçar o comportamento da outra mutuamente. Exemplos analisados anteriormente incluem comportamento verbal e coerção. Diz-se que duas pessoas têm uma relação quando interações sociais entre elas ocorrem repetida e frequentemente. Esse mesmo conceito se aplica a relações entre indivíduos e instituições.

domingo, 15 de novembro de 2015

AutoDistração


Quando uma linha de pensamento estiver incomodando você, procure interrompê-la. Uma forma de conseguir isso é simplesmente focar sua mente em outro assunto qualquer. Quando as imagens em exibição na sua tela mental o estiverem puxando para baixo, mude de canal.

domingo, 1 de novembro de 2015

Responsabilidade, Mérito e Culpa


A palavra “responsabilidade” é frequentemente usada no discurso sobre causas, como quando dizemos que “um temporal foi responsável pelo estrago”. Quando aplicado a pessoas, esse uso suscita todos os problemas do livre-arbítrio, pois os indivíduos são vistos como origem ou causa de seus comportamentos.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

AutoInstrução


A maioria das pessoas já ouviu o termo “autodestruição”, mas o termo “autoinstrução” é menos conhecido e bem melhor de fazer. Quando nos autoinstruímos, o objetivo é construir. A autoinstrução consiste em dar a nós mesmos orientações muito específicas. É fácil dizer “Na próxima vez farei melhor”, mas não podemos depender de algo tão vago. Necessitamos de um check-list mais completo.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Liberdade


O único uso das palavras “livre” e “liberdade” que conflita com o pensamento behaviorista é aquele que implica livre-arbítrio. Outros usos têm mais a ver com sentir-se livre e feliz. Liberdade social, política e religiosa consiste em liberdade de coerção, que definimos aqui como liberdade da ameaça de punição. 

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Criação e Ensaio de Imagens Mentais Positivas


Pesquisas científicas mostram que é possível praticar determinados comportamentos em nossa imaginação e traduzi-los em atitudes concretas. Atletas imaginam-se fazendo pontos, por mais que a torcida inteira do time adversário vaie, o que os ajuda a ignorar as vaias quando a situação real se apresenta. Os psicólogos do esporte orientam os atletas a praticar a visualização positiva para aprimorar seu desempenho. A preparação mental não substitui a preparação física, mas é extremamente importante.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Comportamentos Controlados por Regras


Formular e seguir regras são duas das atividades mais importantes na vida e na cultura humanas. O que chamamos de “regras” (faladas ou escritas) são estímulos discriminativos verbais. Elas governam nosso comportamento da mesma forma que outras contingências ambientais. As regras são verbais porque são geradas pelo comportamento verbal de um falante. Quem segue a regra é um ouvinte, que reforça o comportamento do falante de formular a regra. O comportamento controlado por regras pode ser diferenciado do comportamento modelado por contingências, que deriva diretamente do contato com contingências.

sábado, 15 de agosto de 2015

Atribuir Notas de 01 a 10


Que nota você daria ao seu atual problema em uma escala de 1 a 10? Se você está se sentindo estressado, triste, ansioso ou fora do prumo de um modo geral, provavelmente responderá com um 10. Sempre que nos sentimos sobrecarregados com nossos problemas, tendemos a pensar que aquela é a pior situação possível.

sábado, 1 de agosto de 2015

Comportamento Verbal e Linguagem


O comportamento verbal é um comportamento operante que exige a presença de um ouvinte para ser reforçado. O falante e o ouvinte têm que pertencer à mesma comunidade verbal e ser capazes de revezar-se nestes papéis. É um exemplo do nosso termo cotidiano “comunicação”, que é uma circunstância em que o comportamento de um organismo cria estímulos que modificam o comportamento de outro.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Super-Exagero


Tendemos a exagerar as consequências negativas, o que faz com que nos sintamos pior do que o necessário. Uma boa técnica nestes casos é o superexagero, exagerar mais ainda.

Se você se flagrar pensando “Nada do que eu faço dá certo”, experimente reformular a frase em um tom ainda mais exageradamente negativo: “Eu nunca, jamais, em tempo algum, fiz absolutamente nada eu tenha dado certo em toda a minha vida, por mais ínfimo que seja; nunca consegui engolir uma colher de comida, nem uma vezinha”.

“Nunca vou chegar a lugar nenhum” vira “Eu nunca, jamais, em tempo algum, vou chegar a parte alguma, não importa o que eu tente, nem que me dessem um milhão de dólares, nem que eu voltasse a estudar e torasse mais uma dúzia de diplomas, nem que...”

O superexagero pode nos ajudar a encarar a situação de forma mais objetiva, pois quando enfatizamos palavras como “nunca” ou “sempre” e não permitimos nenhum desvio de um milímetro sequer, chegando ao absurdo, conseguimos perceber que a afirmação original que ampliamos é um exagero também, que a situação não está tão ruim ou desesperada assim. Uma vez expresso o problema nos piores termos possíveis, podemos proceder ao descatastrofismo e à verificação de evidências.



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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Controle de Estímulos e Conhecimento


As pessoas falam de “conhecer” ou “conhecimento” quando um indivíduo ou qualquer ser vivo se comporta em relação ao ambiente (“público” ou “privado”) de maneiras que são reforçadas por serem “apropriadas”.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Banalização ("E daí?")


A banalização é uma técnica útil para analisarmos aquelas hipóteses que nos impedem de seguir adiante. Você pensa, por exemplo:
  • “Gostaria de ir nessa festa, mas...” (se visualiza sozinho em um canto). 
  • “Queria morar sozinho, mas...” (e visualiza sua mãe sozinha necessitando urgentemente de ajuda).
  • “Com esse trânsito, vou perder a reunião...” (e visualiza-se sendo demitido). 

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Intenção e Reforço


A explicação histórica e o raciocínio em termos de população andam lado a lado, pois a composição de uma população se explica, em última análise, por sua história de seleção – seja a seleção natural operando sobre uma população de organismos, seja o reforço e a punição operando sobre uma população de ações.

Embora seja geralmente reconhecido que eventos na infância podem afetar o comportamento na vida adulta, na linguagem cotidiana há uma tendência a representar o passado com ficções no presente. Isso é mentalismo e de modo algum ajuda na compreensão científica do comportamento.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Nomeação dos Erros Cognitivos


As postagens desta série descreveram equívocos mentais muito específicos, como o catastrofismo, a mania de perseguição e o vício de depreciar. Se você leu as postagens, percebeu que incorre mais em alguns do que em outros e que talvez alguns não sejam um problema no seu caso.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Teoria da Evolução e Reforço


A teoria da evolução é importante para o Behaviorismo sob dois aspectos.

Primeiro, muito do comportamento se origina da herança genética derivada da história de evolução da espécie (filogênese). A seleção natural fornece os reflexos e padrões fixos de ação, a capacidade de condicionamento respondente, o potencial de aprendizagem operante, os reforçadores e punidores cuja eficácia muda com o tempo e contexto e as variações que favorecem determinados tipos de condicionamento respondente e operante.

Segundo, a teoria da evolução fornece um modelo de explicação histórica, que é o tipo de explicação que se aplica ao comportamento operante. A história de reforço e punição á análoga à história de seleção natural, exceto que a primeira opera sobre um tipo de comportamento (população de ações) durante a vida de um indivíduo, enquanto a segunda opera sobre uma espécie (população de organismos) ao longo de muitas gerações. Ambos os conceitos substituem explicações não-científicas que remetem a um oculto agente inteligente que guiaria a mudança evolutiva ou comportamental.

Enquanto na Física e na Química as explicações se baseiam em causas imediatas, as explicações históricas se referem aos efeitos cumulativos de muitos eventos no decorrer de um longo período. As mudanças produzidas em uma população como resultado de seleção pelas consequências não podem ser localizadas em um momento específico. Tal como a filogênese, a história de reforço se refere a muitos eventos do passado e foram eles em conjunto que produziram o comportamento presente.

Extraído de “Compreender o Behaviorismo”, de Willian Baum - Artmed



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quarta-feira, 15 de abril de 2015

Comparação de Prós e Contras


A vida nos impõe muitas escolhas e algumas delas são difíceis. É fácil escolher entre algo bom e algo ruim. A dificuldade é escolher (1) entre duas opções ruins, ou (2) entre duas opções boas, ou (3) entre duas opções arriscadas. Ou o que é mais comum: escolher (4) entre duas opções que são mistos de fatores positivos e negativos. Estas são as chamadas “decisões difíceis”, sem resposta fácil e óbvia.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Público, Privado, Natural e Fictício


Embora os behavioristas radicais defendam concepções divergentes sobre muitos tópicos, eles concordam com as seguintes ideias básicas.
  
Primeiro, as explicações mentalistas do comportamento que aparecem na linguagem cotidiana não tem lugar em uma ciência. Causas mentais do comportamento são fictícias. As origens do comportamento encontram-se na hereditariedade e no ambiente presente e passado. Em razão das ficções mentalistas parecerem explicações válidas, elas tendem a impedir a investigação das origens ambientais do comportamento que levaria a uma explicação científica satisfatória. O mentalismo é insatisfatório porque é antieconômico e logicamente falacioso.

Segundo, em uma ciência do comportamento, termos coloquiais mentalistas como “acreditar”, “esperar” e “pretender” devem ser evitados ou cuidadosamente redefinidos. Ainda não está claro em que medida os analistas comportamentais deveriam evitar ou redefinir esses termos. Alguns termos podem ser redefinidos sem grandes problemas, enquanto outros parecem muito estranhos à abordagem behaviorista para compensar redefini-los. E certos termos novos, inventados para permitir a análise do comportamento, parecem ser especialmente úteis.

Terceiro, os eventos privados (como pensamentos e sentimentos), se é que precisamos mesmo falar deles, são naturais e compartilham todas as propriedades do comportamento público. Ainda que tenhamos de discorrer sobre eles, assim como qualquer outro comportamento, suas origens encontram-se no ambiente. O behaviorismo afirma que o comportamento nunca se origina de eventos privados. 

Enquanto Skinner confere a eles um papel em situações que envolvem falar sobre o comportamento privado (autoconhecimento), behavioristas molares como Rachlin evitam a necessidade de dar aos eventos privados um papel explicativo, concebendo o comportamento como organizado em categorias que ocorrem no decorrer de um tempo prolongado.

Extraído de “Compreender o Behaviorismo”, de Willian Baum - Artmed



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domingo, 15 de março de 2015

Alternativas de Pensamento, Sentimento e Ação


Nada é mais paralisante do que a crença de que só podemos fazer determinada ação ou que só existe um modo de pensar sobre certo assunto. Se o único caminho disponível estiver fechado ou levar a uma situação dolorosa, estaremos com um problema insolúvel.

Pensamento Positivo Sozinho Não Vence Batalhas

O pensamento positivo, sozinho, não vence batalhas. Pode até atrapalhar. Para a psicóloga alemã Gabriele Oettingen, o otimismo é o pior caminho para alcançar os desejos. Uma das maiores especialistas em pensamento positivo explica como combinar imagens de um futuro feliz a seus obstáculos é a melhor forma de tornar os sonhos realidade.

  

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domingo, 1 de março de 2015

O Behaviorismo como Filosofia na Ciência


A ideia de que pode haver uma “ciência do comportamento” levanta duas questões: (1) O que é “ciência”? (2) Que visão de “ciência” se aplica ao comportamento? Os behavioristas radicais veem a ciência no contexto filosófico do “pragmatismo”. Essa visão contrasta com o “realismo”, concepção adotada por muitos cientistas anteriores ao século 20 e por behavioristas do começo desse período.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Descatastrofismo


O descatastrofismo é muito útil quando acreditamos que houve ou está para acontecer certo desastre e pensamos que é o fim. Quando nos deixamos dominar pela ansiedade, nossos pensamentos fervem e escapam do nosso controle. Como modificar isso?

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Behaviorismo: Definição e História


Todos os behavioristas concordam que é possível uma ciência comportamental, que veio a ser chamada de “análise do comportamento”. Com propriedade, o behaviorismo é visto como a filosofia dessa ciência.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Atribuição de Responsabilidades

“De quem é a culpa?” – Essa é uma pergunta recorrente. E como as pessoas em geral pensam em termos de tudo ou nada, sem meios termos, em geral respondem “A culpa é toda minha” ou “A culpa é toda deles”. Mas raramente a responsabilidade está toda de um lado só e é fundamental atribuí-la cuidadosamente para podermos pensar com clareza. Podemos estar recusando ou aceitando responsabilidade demais.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

O Copo de Água com Sal

Um jovem se queixava a um mestre das dificuldades que passava, que sua vida era muito sofrida, que ele passava muitas dores e que isso o mantinha sempre muito triste. Como poderia superar essa adversidade tão grande, essa vida tão complicada?

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Psicologia Cognitiva: Presente e Futuro


Conforme demonstrado nesta sequência de postagens, diversas abordagens e técnicas podem ser identificadas como “Terapia Cognitivo-Comportamental”. Todas elas compartilham os três pressupostos fundamentais: (1) a cognição influencia o comportamento, (2) a cognição pode ser monitorada e (3) modificar a cognição altera o comportamento.
 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Questionamento das Evidências

Às vezes sabemos exatamente o que queremos saber, temos a mais absoluta certeza de que estamos certos quanto a determinado assunto e acreditamos firmemente que temos razão de estarmos irritados, ansiosos, culpados ou tristes. Então é necessário examinar as evidências. 

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Quando Surgem Autobloqueios


Em alguns casos, o empenho para substituir hábitos pode provocar desconforto, insegurança e ansiedade, entre outros efeitos negativos. Se o novo hábito é o melhor para nós, porque nos sentimos mal?

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Determinismo, Possibilismo e Liderança


Afinal, nós controlamos o ambiente ou é ele que nos controla? E como um gestor pode administrar um grupo de pessoas maior do que a capacidade humana de coordenar?
 

sábado, 22 de novembro de 2014

Terapia Cognitivo-Comportamental em Grupo


A terapia cognitivo-comportamental em grupo é uma modalidade terapêutica cada vez mais utilizada em razão de sua eficácia comprovada, do seu menor custo e de sua capacidade de atender um maior número de pessoas. Assim como sua versão individual, a TCC em grupo visa tratar de problemas específicos, foca o presente com metas definidas e fundamenta-se em um modelo teórico testável corroborado por pesquisas científicas. Provém da adaptação das técnicas utilizadas com indivíduos.

sábado, 15 de novembro de 2014

Determinação do Significado

O mero fato de perguntar-se o que exatamente determinado termo ou acontecimento significa para você e elaborar uma resposta pode causar um poderoso efeito em como pensa, se sente e age. Mas essa sugestão pode parecer estranha, pois presumimos que (obviamente!) sabemos o que nós mesmos queremos dizer e que as palavras e acontecimentos possuem o mesmo significado para todos e que nossa percepção é objetiva.

sábado, 8 de novembro de 2014

Frases de Jung



“Tudo o que nos irrita nos outros pode nos levar
a uma compreensão sobre nós mesmos”
 

sábado, 1 de novembro de 2014

Vida em Sociedade: Mudando de Dentro para Fora


Como lidar com realidades que pouco ou nada podemos mudar? Como manter a coerência com valores elevados em meio à tanta pressão? E qual é a importância do respeito mútuo?

 

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Antecedentes Filosóficos da Psicologia Cognitiva

Desde a Antiguidade, o ser humano sempre teve uma compreensão (implícita ou explícita) de que a cognição influencia o comportamento, que a cognição pode ser monitorada e que alterar a cognição modifica o comportamento. Os grandes pensadores do passado em geral partiam desses pressupostos.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

O Poder das Técnicas em Ação


Um jovem entra em um restaurante sofisticado. Sua aparência e comportamentos são impecáveis, adequados ao ambiente. Ele solicita uma taça de vinho, que levanta solenemente... e a derrama com toda a calma no piso polido do restaurante. Os funcionários e demais clientes ficam surpresos e o próprio rapaz demonstra total constrangimento. Um garçom pergunta por que ele fez isso, o rapaz responde que não sabe, diz que está morrendo de vergonha e sai o mais rápido possível do restaurante.

Na noite seguinte, ele retorna ao restaurante como se nada tivesse ocorrido, bem vestido e portando-se normalmente. O jovem pede uma taça de vinho, o garçom hesita, mas resolve lhe servir imaginando que na noite anterior ele estivesse com algum problema. Então o rapaz levanta a taça, derrama o vinho e volta a ficar constrangido, sem entender por que fez aquilo de novo. O garçom o desculpa, mas pede que ele saia e busque tratamento, só voltando depois de ter se tratado.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Frases de Psicólogos & CIA



"Não podemos mudar o passado, mas podemos ensinar as pessoas a mudar a forma como estão pensando, sentindo e se comportando hoje"
Albert Ellis
 

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O Poder da Coerência

 
A “coerência” é a relação de nexo lógico e harmônico entre ideias, atos, situações, etc. É a lógica interna válida entre os elementos de um conjunto ou sistema, a ausência de contradições entre eles. Refere-se à prevalência de uma uniforme maneira de pensar, proceder, julgar, etc.
 

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Saúde Mental Positiva na Visão de Ellis

Albert Ellis não se limitou ao disfuncional, ao que não devemos ser e fazer. Ele focou muito o lado positivo, aquilo que devemos ser e fazer em lugar dos pensamentos e comportamentos disfuncionais. Segue um breve resumo do que é saúde mental positiva na visão de Ellis. Pare os ciclos negativos, pare de estragar o todo por causa de uma parte! 

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Mania de Comparação (8/8): Serenidade para aceitar o que não podemos Mudar


Quando podemos nos equalizar com a pessoa com quem nos comparamos, precisamos de clareza para determinar que sacrifícios nos dispomos a fazer ou não, pesar os prós e os contras das alternativas de ação e dar um passo de cada vez colocando em ação um planejamento sensato e equilibrado. Mas, o que fazer quando não podemos nos equalizar? O que fazer quando não há nada que possamos fazer?


Mania de Comparação (7/8): Coragem para Mudar


Existe outra forma de classificar as comparações: (1) aquelas que envolvem fatores que podemos nos equalizar com o outro e (2) aquelas que envolvem fatores que não podemos equalizar. Nesta postagem vamos considerar o primeiro tipo. O que podemos fazer?
  

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

A Busca do Autoconhecimento

Todos os seres humanos possuem “pontos cegos”: aspectos pessoais a respeito dos quais o próprio indivíduo não possui consciência, mas que talvez sejam percebidos por outros. As pessoas têm pontos cegos diferentes e possuem diversos graus de autoconhecimento, algumas mais do que outras. Porém, ninguém possui um autoconhecimento completo e absoluto, todos nós necessitamos de feedbacks.
 

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Seriedade & Bom Humor e Integração do Cérebro



O que realmente significa “bom-humor” e “seriedade”? São qualidades compatíveis em uma mesma pessoa? É possível desenvolver e integrar “ferramentas mentais” opostas ou temos que escolher entre elas?


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

PEC- Psicoterapia Estrutural e Construtivista (Guidano & Liott)

Guidano e Liott concluíram que, para se entender a complexidade dos transtornos emocionais e desenvolver um modelo adequado de psicoterapia é fundamental ter um entendimento do papel da visão do indivíduo de si mesmo e do mundo, que coordenam suas emoções e comportamentos.
 

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Mania de Comparação (6/8): Toque de Realidade

Para analisar se certas comparações são corretas, bem fundamentadas e procedentes, precisamos especificar exatamente o que estamos comparando, o grau de certeza que temos sobre estes aspectos desta pessoa e refletir se não estamos tirando conclusões a respeito da inteira vida de alguém a partir de alguns fatos dos quais temos certeza. Há mais uma questão a considerar, dentre outras.

Mania de Comparação (5/8): Toque de Realidade


É desagradável ficar do lado negativo de uma comparação, mesmo quando ela é válida e expressa de forma adequada. Mas é pior ainda quando a comparação é distorcida, exagerada, injusta. Precisamos aprender a ajustar a nossa percepção da realidade para que ela seja mais objetiva. O primeiro passo para lidar com a mania de comparação é reconhecer que muitas comparações são simplesmente erradas, infundadas, improcedentes. Precisamos fazer-nos uma série de perguntas.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Democracia na América

Artigo de Rodrigo Constantino
 
“Democracia e socialismo não têm nada em comum além de uma palavra: igualdade; Mas note a diferença: enquanto a democracia procura a igualdade na liberdade, o socialismo procura igualdade na restrição e servidão.” (Alexis de Tocqueville)
 
Alexis de Tocqueville escreveu seu clássico Democracia na América buscando contribuir para a preservação da liberdade na França, durante a conturbada transição da aristocracia para a democracia. Apesar do tempo transcorrido, o livro continua atual e válido em vários aspectos.
  

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Chefia x Liderança e Resultados


Qual é a diferença entre “chefia” e “liderança”? Quem é responsável por desenvolver os potenciais de um profissional que trabalha em uma empresa: o próprio indivíduo ou a organização?


terça-feira, 22 de julho de 2014

TAC- Terapia de Autocontrole (Rehm)

O trabalho de Rehm foi orientado em parte pelo modelo que explica a persistência de certos comportamentos na ausência de reforço como um ciclo fechado de autocontrole adaptativo com três processos interconectados: (1) automonitoramento, (2) autoavaliação e (3) autorreforço. Os sintomas de depressão seriam consequência de déficits nestes processos.
 
Os déficits de automonitoramento incluem o monitoramento seletivo de eventos negativos e o monitoramento seletivo das consequências imediatas do comportamento, em vez das consequências posteriores. Os déficits de autoavaliação consistem em critérios rígidos e atribuições de responsabilidade imprecisas. Os déficits de autorreforço envolvem recompensas pessoais insuficientes e autopunições excessivas.
 
O perfil variado de sintomas depressivos é função de diferentes subconjuntos desses déficits. Além disso, os déficits existem em graus variados em diferentes indivíduos e podem ser observados antes dos episódios depressivos, que resultam da interação entre o stress experimentado e o repertório de autocontrole que o indivíduo dispõe. Cada um desses déficits é um módulo de Terapia de Autocontrole.
 
 
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