A
“coerência” é a relação de nexo lógico e harmônico entre ideias, atos,
situações, etc. É a lógica interna válida entre os elementos de um conjunto ou
sistema, a ausência de contradições entre eles. Refere-se à prevalência de uma
uniforme maneira de pensar, proceder, julgar, etc.
No
trabalho, todos os profissionais (principalmente os líderes) devem apresentar
coerência entre o discurso e a prática. Quem costuma agir de forma muito
diferente do que fala perde o respeito dos colegas. E profissionais
esclarecidos não aceitam o mote “Faça o que eu digo, não faça o que eu faço”.
Sem coerência uma pessoa talvez possa ser chefe, mas de forma alguma é um líder.
Temos
que ser coerentes com os objetivos: se realmente queremos determinados resultados,
então temos que agir de acordo com eles, fazendo o possível para que eles sejam
atingidos de forma plena, com qualidade e sem desperdício de tempo e outros
recursos.
Temos
que ser coerentes com a ética: os resultados devem ser alcançados de acordo com
os valores da organização e com princípios que valem independentemente da cultura
organizacional.
Temos
que ser coerentes de forma adaptativa, sendo dispostos a ajustar procedimentos
de acordo com mudanças nas circunstâncias. Também devemos ser dispostos a mudar
de ideia quando surgem novas informações, novas tecnologias, novas demandas.
Manter um procedimento ou uma ideia quando é evidente que deve ser feito um
ajuste não é coerência, é rigidez mental. Nem sempre sabemos a priori tudo o
que é coerente. Assim, a coerência deve ser analisada e debatida em cada caso
importante.
Por
fim, temos que ter coerência entre nossos propósitos e nossas possibilidades. Temos
que diferenciar o que gostaríamos de fazer daquilo que podemos fazer. E
diferenciar estes do que queremos fazer.
Podemos
enganar algumas pessoas (incluindo a nós mesmos) por todo o tempo, mas só
podemos enganar todas as pessoas por algum tempo. Quando somos incoerentes em
algum aspecto, essa incoerência acaba se manifestando, seja na contradição
entre o que dissemos antes e o que dissemos depois, seja na incoerência entre
nossas palavras e nossas ações.
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