“Se a vida lhe der um limão, faça uma limonada”,
diz o ditado. É uma frase bonita, mas quem está passando por reveses retruca
que falar é fácil – o que é verdade, especialmente quando se espera que a
“limonada” fique pronta no mesmo dia em que o “limão chega”. Porém, quando
vista de uma distância maior, a adversidade muitas vezes se transforma em uma
vantagem. Raramente uma experiência de vida é desperdiçada.
Na década de 1980 um grupo de psicólogos encontrou
pessoas que haviam perdido o emprego três vezes seguidas por causa de uma série
de falências de empresas, mas que mostraram uma incrível capacidade de
adaptação. Lembre-se de que naquela época as pessoas eram habituadas a passar muitos
anos na mesma empresa e por isso o desemprego possuía uma carga psicológica
extra.
O senso comum diria que pessoas que passaram por
estas experiências se deixariam abater, mas não foi o que ocorreu. Alguém que
já ficou desempregado outras vezes e conseguiu trabalho provavelmente possui
mais autoconfiança do que quem sempre trabalhou no mesmo lugar e assim nunca
teve essa experiência. O fato de já ter sobrevivido a adversidades concede a
vantagem de saber o que fazer.
Muitas pessoas descobriram uma vocação
profissional depois de serem demitidas e começar um trabalho que nunca haviam
pensado antes. Alguns alcoólatras e outros viciados, depois de vencer o vício,
encontram grande satisfação em ajudar outros a fazerem o mesmo. Há indivíduos
que, depois de uma rejeição profissional ou pessoal, ficam determinados a se
superar para provar para si mesmos que quem os rejeitou estava errado. Quem
sofreu maus-tratos pode aprender a exigir respeito. O fim de um relacionamento
afetivo é triste, mas torna a pessoa livre para procurar um novo alguém em uma
relação mais madura e saudável.
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