Essa técnica é um debate consigo mesmo em seu
diálogo interno. Muitas pessoas tendem a ser mais severas contra si mesmas do
que com os outros, a não perdoar falhas em si próprias que perdoariam em um
familiar ou amigo. Os demais podem cometer determinados erros ou possuírem
certas limitações que toleramos, mas quando nós mesmos o fazemos ficamos nos
recriminando por anos.
O que ocorre é que levamos a nós mesmos a um
julgamento mental e nele desempenhamos todos os papéis (réu, juiz, jurado,
acusação), exceto um: advogado de defesa. Assim não temos a menor chance! Falta
neste julgamento aquele que refuta acusações injustas e apresenta atenuantes
para as acusações justas, chamando a atenção para as circunstâncias atenuantes
no caso e para o histórico de vida do acusado. O objetivo é lançar uma luz mais
favorável para assim obter uma sentença justa em vez de uma punição excessiva
ou mesmo imerecida.
Portanto, sempre que estiver sendo rígido
demais consigo mesmo, pare e veja se o seu “advogado de defesa interior” não
ficou de fora do seu julgamento. Desempenhe este papel também. Conceda a si próprio o tratamento razoável que concederia a alguém
que ama, seja um familiar ou amigo querido, mesmo que ele tenha errado.
- · “Perdedor, ele? Não, ele está passando por uma fase ruim e teve uma origem muito difícil”
- “Ela foi cretina? De fato ela errou, mas teve seus motivos para agir assim”
- “Nada do que ele faz dá certo? Calma, não exagere, isso simplesmente não é verdade”
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