“De quem é a culpa?” – Essa é uma pergunta
recorrente. E como as pessoas em geral pensam em termos de tudo ou nada, sem
meios termos, em geral respondem “A culpa é toda minha” ou “A culpa é toda
deles”. Mas raramente a responsabilidade está toda de um lado só e é
fundamental atribuí-la cuidadosamente para podermos pensar com clareza. Podemos
estar recusando ou aceitando responsabilidade demais.
Um bom exemplo é a responsabilidade de nossos pais
pelo que somos hoje. Para algumas pessoas, basta se lembrarem de seus pais para
ficarem furiosas e os acusarem de terem arruinado as suas vidas. Pode ser
verdade, mas só até certo ponto. Os seus pais podem ter dificultado a sua existência.
Mas agora que é adulto, você é responsável por sua própria vida. Em vez de
ficar ruminando o que eles fizeram, pense no que você vai fazer para melhorar a
sua situação daqui em diante. Sim, atribua a eles a responsabilidade pelo que
fizeram, mas aceite a responsabilidade pelo que você deve fazer agora, daqui em diante.
Enquanto alguns responsabilizam demais terceiros, outros responsabilizam demais a si mesmos. Sentem-se culpados, por exemplo, pelo fim de seu casamento. Sim, é possível que pudessem
ter agido diferente em certos aspectos e que tenham contribuído para que o
relacionamento se degenerasse. Mas a outra pessoa também poderia ter agido
diferente e não o fez? De qualquer forma, independentemente do que aconteceu no
passado, eles são responsáveis pelo que farão daqui em diante.
Ao atribuir as devidas responsabilidades, devemos
considerar não apenas o que aconteceu, mas também o que está alimentando o
sofrimento. Você pode acreditar que alguém merece ser punido pelo que ocorreu,
mas o maior (ou único) afetado por esse sentimento é você mesmo. Pare com isso!
Cuide do seu bem-estar! Ou talvez acredite que você é que merece ser punido. Em
vez disso, o que você pode fazer razoavelmente para reparar a situação?
Talvez o ajude a atribuir as devidas
responsabilidades colocá-las no papel. Faça um “T” do tipo balanço contábil,
colocando na esquerda tudo o que é responsabilidade de outros e na direita tudo
o que é sua responsabilidade. Ou faça um gráfico em forma de pizza, ou uma lista de itens com as respectivas porcentagens, totalizando 100%.
Analise o que realmente cabe a você e o que pode fazer para mudar a situação ou assimilá-la. Você pode ter sofrido danos terríveis. Porém, a menos que esteja trancafiado e impossibilitado de escapar, você é responsável por sua situação agora. Não dá para reparar tudo, mas você pode melhorar sua vida em diversos aspectos.
Analise o que realmente cabe a você e o que pode fazer para mudar a situação ou assimilá-la. Você pode ter sofrido danos terríveis. Porém, a menos que esteja trancafiado e impossibilitado de escapar, você é responsável por sua situação agora. Não dá para reparar tudo, mas você pode melhorar sua vida em diversos aspectos.
Às vezes acreditamos que não podemos fazer nada
para mudar a situação em que nos encontramos. Talvez tenhamos que conviver com
uma pessoa que nos manipula com suas palavras incisivas e suas reações
emocionais extremas. Porém, a realidade é que em algum grau nós permitimos que
o outro nos perturbe e podemos escolher não permitir mais e manter a nossa
serenidade e ética. Os manipuladores sabem identificar e atacar os pontos
fracos de seus alvos, mas não somos obrigados a morder a isca.
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