segunda-feira, 8 de setembro de 2014

A Busca do Autoconhecimento

Todos os seres humanos possuem “pontos cegos”: aspectos pessoais a respeito dos quais o próprio indivíduo não possui consciência, mas que talvez sejam percebidos por outros. As pessoas têm pontos cegos diferentes e possuem diversos graus de autoconhecimento, algumas mais do que outras. Porém, ninguém possui um autoconhecimento completo e absoluto, todos nós necessitamos de feedbacks.
 
Aqueles que acreditam ser a exceção à regra da nossa constituição humana costumam ser indivíduos estagnados em aspectos fundamentais do seu ser. Muitas vezes possuem um modo de pensar cínico, complexo de vítima, acreditam que o mundo é fundamentalmente injusto. Sua mentalidade rígida e negativa os coloca em círculos viciosos de insatisfação crônica com a vida. Esse comportamento pode ser o único que conhecem e é repetido para se protegerem, mas apenas os prejudica.
 
Para complicar, além da mudança intrapessoal que temos continuamente, os contextos em que vivemos também estão sempre em contínua mutação, ainda que geralmente seja muito gradual. Às vezes alguém se queixa de que a empresa ou outra organização em que está há anos mudou e agora ele não se sente bem lá. Ou que seu cônjuge, familiares ou amigos mudaram, não são mais os mesmos. A questão é se quem mudou foi a organização (ou as outras pessoas) ou se foi o próprio indivíduo, que passou a observá-las de uma nova perspectiva. A resposta provavelmente é que ambos mudaram.
 
É difícil determinar por quanto tempo (e a cada quanto tempo) alguém deve buscar autoconhecimento. Deve dedicar duas semanas por ano para profundas pesquisas e reflexões? Ou uma semana por semestre? Ou um fim de semana por trimestre? Ou deve fazer continuamente esforços intermitentes; ou seja, estar sempre lendo livros, ouvindo palestras, etc., sem regularidade fixa? Cada indivíduo deve formular seu próprio plano de desenvolvimento pessoal para revisar seus pontos fortes e pontos fracos, seus potenciais e limitações, seus valores e objetivos. Fazer psicoterapia é um modo de obter maior autoconhecimento.
 
Também é necessário elaborar sua própria definição de “sucesso”. Não se trata de cunhar uma nova definição totalmente inédita, mas de não aceitar passivamente as receitas que nos foram dadas no passado. Em vez disso, deve pesquisar o que diferentes pensadores dizem ou disseram sobre o assunto, discriminar o que parece razoável e fazer uma síntese coerente desses elementos. É um processo que exige tempo e energia, tanto intelectual quanto emocional. Sofremos pressão de outros para seguir determinadas fórmulas de “sucesso”. Perceber quais são essas pressões e como elas atingem nossos pontos fracos e afetam nossos sentimentos é outra matéria para o nosso autoconhecimento
 
 
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