Quando podemos nos equalizar com a pessoa com quem
nos comparamos, precisamos de clareza para determinar que sacrifícios nos
dispomos a fazer ou não, pesar os prós e os contras das alternativas de ação e
dar um passo de cada vez colocando em ação um planejamento sensato e
equilibrado. Mas, o que fazer quando não podemos nos equalizar? O que fazer
quando não há nada que possamos fazer?
MUDE OS
TERMOS DE COMPARAÇÃO
Caso a comparação seja a respeito de algo além da
sua capacidade de mudança, você tem duas opções: (1) resignar-se a uma vida de
silencioso desespero ou (2) mudar os parâmetros de comparação. Por exemplo, em
vez de comparar-se com quem possui aquilo que você não tem ou comparar-se com o
que você já foi no passado em certo aspecto, você pode comparar-se com o que
poderá ser no futuro. Ou comparar-se com o como poderia ser pior ainda.
Valorize os aspectos positivos da sua vida.
Uma técnica cognitiva que neutraliza as
comparações indevidas é o superexagero. Faça deliberadamente comparações
absurdas, generalizando ao extremo e levando seus termos a níveis
estratosféricos. Vai parecer ridículo. E será mesmo. O exagero deliberado nos
ajuda a chegar a uma perspectiva mais equilibrada, pois nos ajuda a perceber os
exageros que fazemos sem notar.
A
SOLUÇÃO “E DAÍ?”
Caímos na mania de comparação porque tiramos
conclusões apressadas e permitimos que os pensamentos que ocupam o cérebro
abaixo do nível de consciência assumam o comando, sobrepondo-se ao nosso bom
senso. De fato, isso vale para todos os equívocos mentais. Se repensarmos a
comparação considerando os fatores mencionados nestas postagens, provavelmente
reconheceremos que estamos errando por excesso de negatividade e falta de
objetividade.
Porém, às vezes a comparação é objetivamente
válida. O indivíduo com quem você se compara tomou mesmo decisões mais sábias
que as suas e por essa razão hoje ele está em uma situação melhor. E/ou ele
teve ambientes mais favoráveis e nasceu com um grande talento, enquanto você
teve uma série de obstáculos e reveses.
Suas comparações com o seu passado (ou
com o que esperava antigamente para os dias atuais) também podem ser acertados.
Você não tem mais a situação que tinha antes e talvez nunca mais a tenha. Pode
ser que você imaginasse que quando tivesse certa idade teria um cargo de
prestígio e uma família ideal, mas essa idade chegou e sua situação é um tanto
inferior ao que imaginou.
Uma das melhores perguntas para fazer-se neste
momento é “E daí?” Pode parecer uma atitude frívola, mas é sensata. Essa
comparação por acaso faz alguma diferença? O fato de alguém ter tido mais
sabedoria do que você, e/ou mais sorte, afeta o seu trabalho, sua família, suas
amizades, sua vida? Além da angústia que sente por se comparar com quem obteve
melhores resultados, isso causa algum outro impacto na sua vida?
Se você não
teve as mesmas vantagens que determinadas pessoas, basear a sua felicidade nisso
é mau negócio. É mais produtivo concentrar-se nos atributos e recursos que
possui.
COMPARE
MENOS
Nunca deixaremos de fazer comparações. Faz parte
da nossa psique. E ninguém gostaria de renunciar a um instrumento cognitivo tão
potencialmente útil. Porém, sua vida será mais fácil se aprender a comparar
menos e com menos frequência, apenas o mínimo necessário e com equilíbrio e bom
senso. Experimente e preste atenção no que acontece. Se você parar de se
comparar com os outros o tempo todo, a sua produtividade diminui? E o seu
incômodo? Esta é uma ótima comparação para se fazer!
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