segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Mania de Comparação (8/8): Serenidade para aceitar o que não podemos Mudar


Quando podemos nos equalizar com a pessoa com quem nos comparamos, precisamos de clareza para determinar que sacrifícios nos dispomos a fazer ou não, pesar os prós e os contras das alternativas de ação e dar um passo de cada vez colocando em ação um planejamento sensato e equilibrado. Mas, o que fazer quando não podemos nos equalizar? O que fazer quando não há nada que possamos fazer?



MUDE OS TERMOS DE COMPARAÇÃO

Caso a comparação seja a respeito de algo além da sua capacidade de mudança, você tem duas opções: (1) resignar-se a uma vida de silencioso desespero ou (2) mudar os parâmetros de comparação. Por exemplo, em vez de comparar-se com quem possui aquilo que você não tem ou comparar-se com o que você já foi no passado em certo aspecto, você pode comparar-se com o que poderá ser no futuro. Ou comparar-se com o como poderia ser pior ainda. Valorize os aspectos positivos da sua vida.

Uma técnica cognitiva que neutraliza as comparações indevidas é o superexagero. Faça deliberadamente comparações absurdas, generalizando ao extremo e levando seus termos a níveis estratosféricos. Vai parecer ridículo. E será mesmo. O exagero deliberado nos ajuda a chegar a uma perspectiva mais equilibrada, pois nos ajuda a perceber os exageros que fazemos sem notar.

A SOLUÇÃO “E DAÍ?”

Caímos na mania de comparação porque tiramos conclusões apressadas e permitimos que os pensamentos que ocupam o cérebro abaixo do nível de consciência assumam o comando, sobrepondo-se ao nosso bom senso. De fato, isso vale para todos os equívocos mentais. Se repensarmos a comparação considerando os fatores mencionados nestas postagens, provavelmente reconheceremos que estamos errando por excesso de negatividade e falta de objetividade.

Porém, às vezes a comparação é objetivamente válida. O indivíduo com quem você se compara tomou mesmo decisões mais sábias que as suas e por essa razão hoje ele está em uma situação melhor. E/ou ele teve ambientes mais favoráveis e nasceu com um grande talento, enquanto você teve uma série de obstáculos e reveses.
Suas comparações com o seu passado (ou com o que esperava antigamente para os dias atuais) também podem ser acertados. Você não tem mais a situação que tinha antes e talvez nunca mais a tenha. Pode ser que você imaginasse que quando tivesse certa idade teria um cargo de prestígio e uma família ideal, mas essa idade chegou e sua situação é um tanto inferior ao que imaginou.

Uma das melhores perguntas para fazer-se neste momento é “E daí?” Pode parecer uma atitude frívola, mas é sensata. Essa comparação por acaso faz alguma diferença? O fato de alguém ter tido mais sabedoria do que você, e/ou mais sorte, afeta o seu trabalho, sua família, suas amizades, sua vida? Além da angústia que sente por se comparar com quem obteve melhores resultados, isso causa algum outro impacto na sua vida?
Se você não teve as mesmas vantagens que determinadas pessoas, basear a sua felicidade nisso é mau negócio. É mais produtivo concentrar-se nos atributos e recursos que possui.


COMPARE MENOS

Nunca deixaremos de fazer comparações. Faz parte da nossa psique. E ninguém gostaria de renunciar a um instrumento cognitivo tão potencialmente útil. Porém, sua vida será mais fácil se aprender a comparar menos e com menos frequência, apenas o mínimo necessário e com equilíbrio e bom senso. Experimente e preste atenção no que acontece. Se você parar de se comparar com os outros o tempo todo, a sua produtividade diminui? E o seu incômodo? Esta é uma ótima comparação para se fazer!


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