Qual
é a diferença entre “chefia” e “liderança”? Quem é responsável por desenvolver
os potenciais de um profissional que trabalha em uma empresa: o próprio indivíduo ou a organização?
CHEFIA X LIDERANÇA
Muitas
organizações usam a palavra “líder” para denominar certos cargos de chefia. Porém,
ser um líder é diferente de ser um chefe. A chefia é um poder posicional, um
cargo de autoridade que um indivíduo ocupa. Oficialmente, uma pessoa é chefe ou
não é. E um sujeito pode não ser chefe em um dia e sê-lo no dia seguinte, basta
ser nomeado para ocupar o cargo. Também pode deixar de ser chefe de repente,
basta ser exonerado do cargo. É extrínseco, vem de fora para dentro.
Já
a liderança é um poder intrapessoal, um conjunto de conhecimentos, habilidades e
atitudes que um indivíduo carrega intrinsecamente dentro de si. Pode-se ser um líder em diferentes sentidos e graus. Ninguém se torna líder de repente,
trata-se de um desenvolvimento gradual. E ninguém pode tornar outro indivíduo
um líder por decreto. É intrínseco, vem de dentro para fora.
Muitos
profissionais têm bom desempenho e gradualmente vão adquirindo maiores responsabilidades
na organização onde trabalham. Alguns deles acabam tendo que enfrentar o
desafio de gerenciar equipes. E o problema é que eles possuem bom preparo técnico
para trabalhar bem individualmente e como membro de uma equipe, mas não foram
preparados para gerenciar uma.
Há
empresas que tiveram que reduzir o seu crescimento por falta de novos líderes.
Para lidar com isso, diversas organizações possuem programas de desenvolvimento
de lideranças. Porém, embora esses programas sejam necessários, a
responsabilidade primária pelo desenvolvimento técnico e humano de um
profissional compete ao próprio indivíduo. E não se trata apenas de preparação
técnica, mas também de aprimoramento pessoal.
BONS RESULTADOS E
AUTODESENVOLVIMENTO
Bons
administradores valorizam duas variáveis na hora de selecionar candidatos para
suas equipes: capacidade de entregar resultados e vontade de aprender
continuamente. Uma organização vive de resultados, mas necessita de resultados
sustentáveis e crescentes, o que só se consegue com pessoas que estão sempre se
desenvolvendo.
Conforme
explicado acima, uma organização deve oferecer programas de
desenvolvimento para os seus colaboradores, mas a responsabilidade primária é
do próprio profissional. Assim, se bons administradores preferem aqueles que
querem aprender, têm predileção especial por quem não espera que alguém venha
ensinar: aprender faz parte do seu ofício.
Portanto,
temos quatro categorias: (1) Profissionais com baixo desempenho e grande
vontade de aprender possuem potencial e uma boa empresa investe neles. (2)
Profissionais com bom desempenho, mas pouca vontade de aprender estão
acomodados e a empresa fica incomodada. (3) Profissionais com bom desempenho e
grande vontade de aprender são talentos e a empresa procura retê-los. (4)
Profissionais com baixo desempenho e pouca vontade de aprender não têm espaço,
tendem a ser eliminados.
Porém,
compreenda que possuir talento não significa possuir habilidades extraordinárias,
dons artísticos fantásticos, uma criatividade fabulosa ou capacidades
cognitivas muito acima da média. Significa simplesmente possuir a capacidade de apresentar constantes bons resultados e o desejo de aprender e desenvolver-se sempre.
As
pessoas possuem diferentes potenciais, mas todos possuem a capacidade inata de
aprimorar-se, tornar-se muito bom em uma atividade e então ser considerado um
talento. Pode não ser algo assombrosamente extraordinário, mas é o seu melhor
possível e é bom o suficiente. Encontrar o seu próprio talento depende da
combinação das oportunidades da vida com a determinação pessoal. O profissional
talentoso é aquele que, mesmo já tendo um bom desempenho, não se acomoda e
prossegue seu autoaprimoramento.
Talento
é a capacidade de realizar tarefas com qualidade e atitude positiva e manter-se
sempre aprendendo. Depende mais das atitudes e escolhas pessoais do que do
determinismo das circunstâncias, embora estas também sejam poderosas. Quem se dedica
ao seu trabalho com determinação e entusiasmo forçosamente se torna um talento.
Permita-se tornar-se um talento. A oportunidade pode estar em qualquer trabalho
digno e do qual você possa extrair a sensação de estar sendo útil. Um trabalho
que dá sentido à vida é mais do que um trabalho, faz parte da missão de vida da
pessoa.
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