O trabalho de Rehm foi
orientado em parte pelo modelo que explica a persistência de certos
comportamentos na ausência de reforço como um ciclo fechado de autocontrole
adaptativo com três processos interconectados: (1) automonitoramento, (2)
autoavaliação e (3) autorreforço. Os sintomas de depressão seriam consequência
de déficits nestes processos.
Os déficits de automonitoramento incluem o
monitoramento seletivo de eventos negativos e o monitoramento seletivo das
consequências imediatas do comportamento, em vez das consequências posteriores.
Os déficits de autoavaliação
consistem em critérios rígidos e atribuições de responsabilidade imprecisas. Os
déficits de autorreforço envolvem
recompensas pessoais insuficientes e autopunições excessivas.
O perfil variado de
sintomas depressivos é função de diferentes subconjuntos desses déficits. Além
disso, os déficits existem em graus variados em diferentes indivíduos e podem
ser observados antes dos episódios depressivos, que resultam da interação entre
o stress experimentado e o repertório de autocontrole que o indivíduo dispõe.
Cada um desses déficits é um módulo de Terapia de Autocontrole.
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