Com o objetivo de
facilitar a generalização da mudança de comportamento, D’Zurilla e Goldfried
conceituaram a TRP como uma forma de treinamento em autocontrole, enfatizando a
importância de se treinar o cliente para funcionar como seu próprio terapeuta.
A inefetividade para enfrentar situações problemáticas e prever e lidar com
suas consequências pessoais e sociais é ingrediente de muitos transtornos
psicológicos, mas pode ser retificada com o treinamento de habilidades gerais
que permitam ao indivíduo enfrentar de forma autônoma e eficaz os desafios atuais
e futuros.
A TRP é um processo de
aprendizagem explícita de habilidades para enfrentar situações problemáticas.
D’Zurilla & Goldfried identificaram cinco estágios sobrepostos deste processo:
(1) orientação ou “modelo” geral; (2) definição acurada do problema; (3) levantamento
de alternativas de ação; (4) tomada de decisão e implementação e (5)
verificação ou acompanhamento. O treinamento consiste em ensinar essas
habilidades básicas ao cliente e orientar sua aplicação em situações reais de
sua vida.
A habilidade de resolver
problemas requer a capacidade de reconhecer situações problemáticas, de encontrar
soluções alternativas e de prever as possíveis
consequências (positivas e negativas, de curto e de longo prazo) das alternativas.
E é importante saber identificar os elementos motivacionais, tanto os seus próprios
quanto os de outros envolvidos.
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