terça-feira, 1 de julho de 2014

O Poder da Competência e das Expectativas

 
O que é “competência” e quais os seus ingredientes? Qual é o papel do ambiente nas competências das pessoas? Qual é o impacto das nossas expectativas sobre o que acontece conosco, como indivíduos e como organização? Devemos fazer previsões de resultados?
 
 

O PODER DA COMPETÊNCIA
 
A “competência” pode ser definida como a capacidade de entregar os resultados desejados com a mínima utilização dos recursos, incluindo o tempo. É a capacidade de competir, de entrar e manter-se no jogo dos negócios e/ou no mercado de trabalho.
 
Três ingredientes da competência são (1) os conhecimentos, (2) as habilidades e (3) as atitudes. É necessário possuir os três pelo menos em medida suficiente. Um profissional com conhecimentos deficitários dificilmente terá as habilidades necessárias, pois o conhecimento é a teoria e a habilidade é a prática. Mas nem todo mundo que possui conhecimento consegue traduzi-lo em habilidade. E os conhecimentos nem sempre precisam ser formais, ou seja, adquiridos em cursos e diplomados.
 
As atitudes também são essenciais. Um enorme talento pode ser limitado e até arruinado por atitudes ruins como falta de autodisciplina. Em casos mais graves, indivíduos com grande capacidade e determinação, porém com falhas de caráter, podem apresentar bons resultados por um bom tempo, mas suas atitudes vão gerar consequências prejudiciais de uma forma ou de outra.
 
O ambiente também é muito importante. Por melhores que sejam os conhecimentos, habilidades e atitudes de um profissional, ele necessita de um mínimo de condições de trabalho para produzir bons resultados. Entre estas condições estão não apenas os recursos materiais, mas também o fator humano (as outras pessoas da organização com as quais o profissional trabalha) e os recursos imateriais, como normas e procedimentos que facilitem em vez de obstruir o trabalho) e a cultura organizacional.
 
Claro que dificilmente um ambiente de trabalho é perfeito e que muitos são bem limitadores. Mas se os administradores fizerem o possível para aperfeiçoá-lo, os profissionais poderão perceber a sinceridade e se sentir motivados a fazer o seu melhor com os recursos disponíveis.
 
 
O PODER DAS EXPECTATIVAS
 
Muitas pessoas e empresas preveem problemas e resultados negativos para o futuro de curto, médio e longo prazo. E depois que estes se cumprem, são capazes de explicar como sabiam que estes ocorreriam e que fatores os causaram. Já outras preveem oportunidades e resultados positivos e depois que estes se cumprem, também são capazes de explicá-los.
 
O difícil é determinar até que ponto os resultados apenas confirmaram as previsões e até que ponto os resultados foram influenciados pelas previsões. Embora tenham limitações, previsões podem e devem ser feitas. Até certo ponto, administradores e outros profissionais conseguem imaginar o futuro tomando por base padrões de acontecimentos passados e a existência de certos princípios, utilizando para isso o seu intelecto e sua intuição.
 
Porém, a melhor maneira de prever o futuro é construí-lo. Não se trata de otimismo cego nem de autoajuda barata. O sociólogo Robert Merton cunhou o termo “profecia autocumpridora” depois de dedicar sua vida a estudar o comportamento organizacional e observar situações como as supracitadas. A visão que temos do futuro influencia os acontecimentos que este futuro trará. É possível ser “realista” sem ser “negativo”.
 
 
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