O
que é “competência” e quais os seus ingredientes? Qual é o papel do ambiente nas competências das pessoas? Qual é o impacto das nossas expectativas
sobre o que acontece conosco, como indivíduos e como organização? Devemos fazer previsões de resultados?
O PODER DA COMPETÊNCIA
A
“competência” pode ser definida como a capacidade de entregar os resultados
desejados com a mínima utilização dos recursos, incluindo o tempo. É a
capacidade de competir, de entrar e manter-se no jogo dos negócios e/ou no
mercado de trabalho.
Três
ingredientes da competência são (1) os conhecimentos, (2) as habilidades e (3)
as atitudes. É necessário possuir os três pelo menos em medida suficiente. Um
profissional com conhecimentos deficitários dificilmente terá as habilidades
necessárias, pois o conhecimento é a teoria e a habilidade é a prática. Mas nem
todo mundo que possui conhecimento consegue traduzi-lo em habilidade. E os
conhecimentos nem sempre precisam ser formais, ou seja, adquiridos em cursos e
diplomados.
As
atitudes também são essenciais. Um enorme talento pode ser limitado e até
arruinado por atitudes ruins como falta de autodisciplina. Em casos mais
graves, indivíduos com grande capacidade e determinação, porém com falhas de
caráter, podem apresentar bons resultados por um bom tempo, mas suas atitudes
vão gerar consequências prejudiciais de uma forma ou de outra.
O
ambiente também é muito importante. Por melhores que sejam os conhecimentos, habilidades
e atitudes de um profissional, ele necessita de um mínimo de condições de
trabalho para produzir bons resultados. Entre estas condições estão não apenas
os recursos materiais, mas também o fator humano (as outras pessoas da
organização com as quais o profissional trabalha) e os recursos imateriais,
como normas e procedimentos que facilitem em vez de obstruir o trabalho) e a
cultura organizacional.
Claro
que dificilmente um ambiente de trabalho é perfeito e que muitos são bem limitadores.
Mas se os administradores fizerem o possível para aperfeiçoá-lo, os
profissionais poderão perceber a sinceridade e se sentir motivados a fazer o
seu melhor com os recursos disponíveis.
O PODER DAS EXPECTATIVAS
Muitas
pessoas e empresas preveem problemas e resultados negativos para o futuro de
curto, médio e longo prazo. E depois que estes se cumprem, são capazes de
explicar como sabiam que estes ocorreriam e que fatores os causaram. Já outras
preveem oportunidades e resultados positivos e depois que
estes se cumprem, também são capazes de explicá-los.
O
difícil é determinar até que ponto os resultados apenas confirmaram as
previsões e até que ponto os resultados foram influenciados pelas previsões.
Embora tenham limitações, previsões podem e devem ser feitas. Até certo ponto,
administradores e outros profissionais conseguem imaginar o futuro tomando por
base padrões de acontecimentos passados e a existência de certos princípios,
utilizando para isso o seu intelecto e sua intuição.
Porém,
a melhor maneira de prever o futuro é construí-lo. Não se trata de otimismo
cego nem de autoajuda barata. O sociólogo Robert Merton cunhou o termo
“profecia autocumpridora” depois de dedicar sua vida a estudar o comportamento
organizacional e observar situações como as supracitadas. A visão que temos do
futuro influencia os acontecimentos que este futuro trará. É possível ser
“realista” sem ser “negativo”.
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