O descatastrofismo é muito útil quando
acreditamos que houve ou está para acontecer certo desastre e pensamos que é o
fim. Quando nos deixamos dominar pela ansiedade, nossos pensamentos fervem e
escapam do nosso controle. Como modificar isso?
Um bom método para inverter esse processo é o descatastrofismo: podemos parar e nos
perguntar: o que de pior poderia nos acontecer? Às vezes basta identificar o
pior em termos bem específicos para pararmos de cismar e nos acalmar, pois
constatamos que aquilo provavelmente não acontecerá, ou mesmo que aconteça, não
será o fim de tudo.
Confrontar as evidências também ajuda, embora
talvez relutemos em fazê-lo na prática. Por exemplo, a pessoa teme ir a uma
festa para solteiros e não conseguir conversar com ninguém, ou teme tentar e ser
rejeitado. Não indo, ou indo e ficando isolado, sua profecia se cumpre. Sim,
pode ser que alguma pessoa rejeite sua tentativa de conversar. Mas se sua
postura foi adequada, o problema está em quem rejeita e não em quem é
rejeitado; procure outras pessoas mais receptivas. É assim que pensam os indivíduos que não têm medo de tentar conhecer novas pessoas.
Muitos que viviam com medo de cometer um erro (tropeçar na frente de outros, ou derrubar algo, etc.) acabaram descobrindo depois que o fato temido ocorreu que esse acontecimento foi uma dádiva, pois não houve o desastre esperado: ninguém
ou quase ninguém notou e quem percebeu deu pouca ou nenhuma importância. O
ansioso percebe assim que a realidade nem de longe se apresenta tão ruim quanto
ele esperava.
Para muitos, um bom teste é o procedimento de
devolver ou trocar um produto em uma loja. Algumas pessoas abominam essa
experiência. Mas o que pensa que aconteceria? Os funcionários da loja vão
pensar que você é um idiota? Bom, eles têm direito à sua própria opinião. Mas
será que alguém vai gritar para todo mundo chamando a atenção para sua suposta
idiotice? É pouco provável.
O descatastrofismo requer questionar e averiguar
sua premissa de que o pior vai sempre acontecer. Requerer inquirir e investigar
as etapas que você acredita que levarão ao pior acontecimento possível. Quase
sempre basta nos forçarmos a parar para identificar com clareza o que está
passando pela nossa mente e calcular a real probabilidade daquilo acontecer
para reconhecermos o exagero que estamos incorrendo.
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