Conforme demonstrado
nesta sequência de postagens, diversas abordagens e técnicas podem ser identificadas
como “Terapia Cognitivo-Comportamental”. Todas elas compartilham os três
pressupostos fundamentais: (1) a cognição influencia o comportamento, (2) a
cognição pode ser monitorada e (3) modificar a cognição altera o comportamento.
Em outras palavras, a atividade cognitiva é mediadora entre os estímulos ambientais e as respostas comportamentais e contingencia o grau de adaptação ou desajuste do indivíduo ao seu meio. Assim, a mudança terapêutica pode ser efetuada através da alteração de modos de pensar disfuncionais. Muitos métodos da TCC baseiam-se em princípios e procedimentos comportamentais, inclusive para avaliar o progresso.
Em outras palavras, a atividade cognitiva é mediadora entre os estímulos ambientais e as respostas comportamentais e contingencia o grau de adaptação ou desajuste do indivíduo ao seu meio. Assim, a mudança terapêutica pode ser efetuada através da alteração de modos de pensar disfuncionais. Muitos métodos da TCC baseiam-se em princípios e procedimentos comportamentais, inclusive para avaliar o progresso.
Uma característica
secundária das TCC é a limitação do tempo. Em contraste com a psicanálise (em
geral de maior duração e sem prazo definido), as TCC visam produzir mudanças
rápidas e com períodos específicos e predeterminados. Muitos
manuais recomendam de 12 a 16 sessões.
Relacionado com o fator “tempo
limitado”, há o fato de que quase todas as aplicações da TCC são para problemas
específicos. A especificidade das intervenções explica em parte a brevidade do
tratamento. O uso dessas terapias para determinados problemas é legado da
ênfase da terapia behaviorista na coleta de dados de resultados e no seu foco
na resolução de problemas predefinidos. Em vez de ser uma limitação da TCC, a
aplicação das técnicas a problemas específicos demonstra a busca de resultados
e permite que os terapeutas se tornem mais eficazes em selecionar e aplicar os
melhores procedimentos para cada caso.
Outro ponto em comum nas
TCC é a convicção de que, por terem controle sobre seus pensamentos, os clientes
são os arquitetos de seu próprio infortúnio e também podem sê-lo de sua própria
mudança. Os tratamentos partem do pressuposto de que os indivíduos são agentes
ativos em suas próprias vidas. Consequentemente, a TCC é
explícita ou implicitamente educativa. Em muitas abordagens o terapeuta ensina
o modelo terapêutico e explica a base racional das intervenções para o
paciente.
Esse tipo de interação diferencia a TCC das outras escolas de
terapia, como a psicanálise. O objetivo do terapeuta cognitivo-comportamental é
que o paciente não apenas supere os problemas que o levaram ao tratamento, mas
que aprenda o próprio processo terapêutico, instruindo-o em conceitos e procedimentos
para que ele possa aplicá-los posteriormente em seus futuros desafios de forma
preventiva e corretiva.
Porém, também há algumas divergências fundamentais entre as
terapias cognitivo-comportamentais quanto a quais devem
ser os objetivos do tratamento e como realizá-los. Muitas facetas têm que ser observadas
e ajustadas entre si pelo psicólogo.
Os psicólogos cognitivos
enfrentam alguns desafios na progressão de sua linha: diferentes nomes para as
mesmas ideias (como “inferência” e “pressuposto”), confusões semânticas com
termos de outras áreas de conhecimento (o equivalente aos “falsos cognatos” dos
idiomas), falta de definições claras e universalmente aceitas para determinados
fenômenos cognitivos, muitas técnicas criadas sem uma padronização bem definida,
necessidade de mais pesquisas que comprovem a eficácia de certas técnicas e o
estabelecimento de conceituações mais sólidas.
Entretanto, a terapia
cognitivo-comportamental desenvolveu-se de forma dramática desde o seu começo
nas décadas de 1960-70. Hoje há diversos métodos com eficácia demonstrada. A ênfase
continuada no desenvolvimento de uma base de dados adequada gerou um progresso
constante na pesquisa e na prática e a expectativa é de que haja ainda mais
avanços no futuro.
* * *
Fatores em comum das
diversas linhas da Psicologia Cognitivo-Comportamental:
1- A cognição como
mediadora entre a pessoa e o ambiente;
2- Mudança terapêutica
focada no pensamento;
3- Avaliação da mudança
comportamental documentando-se o processo
4- Tempo limitado e
problemas específicos;
5- Paciente/cliente como
agente ativo de sua própria existência;
6- Terapia com caráter
educativo;
7- Capacitação do
paciente para enfrentar futuros problemas
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