Tendemos a exagerar as consequências negativas, o
que faz com que nos sintamos pior do que o necessário. Uma boa técnica nestes
casos é o superexagero, exagerar mais ainda.
Se você se flagrar pensando “Nada do que eu faço
dá certo”, experimente reformular a frase em um tom ainda mais exageradamente
negativo: “Eu nunca, jamais, em tempo algum, fiz absolutamente nada eu tenha
dado certo em toda a minha vida, por mais ínfimo que seja; nunca consegui
engolir uma colher de comida, nem uma vezinha”.
“Nunca vou chegar a lugar nenhum” vira “Eu nunca,
jamais, em tempo algum, vou chegar a parte alguma, não importa o que eu tente,
nem que me dessem um milhão de dólares, nem que eu voltasse a estudar e torasse
mais uma dúzia de diplomas, nem que...”
O superexagero pode nos ajudar a encarar a
situação de forma mais objetiva, pois quando enfatizamos palavras como “nunca”
ou “sempre” e não permitimos nenhum desvio de um milímetro sequer, chegando ao
absurdo, conseguimos perceber que a afirmação original que ampliamos é um
exagero também, que a situação não está tão ruim ou desesperada assim. Uma vez
expresso o problema nos piores termos possíveis, podemos proceder ao
descatastrofismo e à verificação de evidências.
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