quarta-feira, 15 de abril de 2015

Comparação de Prós e Contras


A vida nos impõe muitas escolhas e algumas delas são difíceis. É fácil escolher entre algo bom e algo ruim. A dificuldade é escolher (1) entre duas opções ruins, ou (2) entre duas opções boas, ou (3) entre duas opções arriscadas. Ou o que é mais comum: escolher (4) entre duas opções que são mistos de fatores positivos e negativos. Estas são as chamadas “decisões difíceis”, sem resposta fácil e óbvia.


Nestes casos, a melhor forma de elaborar o processo decisório é por escrito. Colocar os prós e os contras das alternativas no papel nos obriga a refletir racionalmente sobre elas e facilita a ponderação. Supondo que você tenha duas alternativas, use uma folha ou mais de tamanho suficiente e faça dois grandes “T” do tipo balanço contábil. Em cima de cada “T” coloque uma alternativa; do lado esquerdo do “T” você coloca os prós ou vantagens da alternativa e do lado direito, os contras ou desvantagens.

Às vezes os dois “T” ficam espelhados: os prós/vantagens de um correspondem aos contras/desvantagens do outro e vice-versa. Mas isso nem sempre acontece e podem surgir diferenças importantes, então é melhor pensar bem e colocar os itens por escrito até concluir que as listas são bem abrangentes. Se ficar em um impasse, pode fazer uma pausa. Caso pense depois em mais algum ponto, pode acrescentá-lo.

Terminadas as listas, atribua um valor numérico para cada pró/vantagem e cada contra/desvantagem de ambas as tabelas em uma escala de 0 a 5, em que zero significa “nada importante”, cinco significa “extremamente importante” e os pontos de 1 a 4 sejam graus sequenciais de importância. 

Quando terminar, as duas tabelas com suas respectivas pontuações vão ajudá-lo a tomar uma decisão e aceitá-la, sem ficar especulando depois se deveria ter decidido diferentemente.

É mais fácil aceitar uma determinada decisão (junto com suas consequências positivas e negativas) se a fizemos em um processo decisório consciente e racional, em vez de ficarmos com a sensação de que ela nos foi imposta de alguma forma. Os psicólogos chamam esse fenômeno de “autoeficácia”: quando temos a convicção de que determinado procedimento é o melhor caminho dentro das atuais circunstâncias, temos mais condições de aproveitá-lo ao máximo.

Tudo tem vantagens e desvantagens, até mesmo a manutenção de estados emocionais e de modos de pensar e agir. Lilian passa muito tempo sentindo raiva de seu ex-marido e pensando em formas de importuná-lo e de prejudicá-lo, já tendo gasto grandes quantias com advogados com esse intuito. Qual a vantagem desse modo de pensar e agir? Ela obtém uma satisfação efêmera. Qual a desvantagem? Não sobra tempo nem energia para construir uma nova vida para si mesma e nenhum homem vai se interessar por uma mulher obcecada com seu ex-marido. Então ela deve considerar se vale a pena continuar agindo assim.

Decidir o que vale a pena é uma decisão muito pessoal, que só você pode tomar. Temos circunstâncias individuais, crenças e valores diferentes. O que seria visto como vantajoso para alguns pode ser encarado como desvantajoso para outros. Às vezes queremos tanto X quanto Y, mas temos que escolher um deles e concluímos que o melhor para nós é X.



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