quinta-feira, 15 de outubro de 2015

AutoInstrução


A maioria das pessoas já ouviu o termo “autodestruição”, mas o termo “autoinstrução” é menos conhecido e bem melhor de fazer. Quando nos autoinstruímos, o objetivo é construir. A autoinstrução consiste em dar a nós mesmos orientações muito específicas. É fácil dizer “Na próxima vez farei melhor”, mas não podemos depender de algo tão vago. Necessitamos de um check-list mais completo.


Quando vai ao supermercado, provavelmente você prepara uma lista do que precisa comprar, que pode ser memorizada ou colocada por escrito. Quando compramos um produto e precisamos aprender a operá-lo, seguimos as instruções do manual passo a passo. Quando começamos um trabalho novo, colegas nos dão instruções que repetimos para nós mesmos a fim de lembrá-las e praticá-las.

Os ditados populares são autoinstruções:

·      “A palavra é prata, o silêncio é ouro”;

·      “Toda regra tem exceção”;


·      “Nem tudo o que reluz é ouro”;


·      “Se algo é tão bom que parece mentira, em geral é mesmo”;


·      “Os cães ladram e a caravana passa”;


·      “Roupa suja se lava em casa”;


·      “Diga-me com quem andas e te direi quem és”;


·      “Antes só do que mal acompanhado”;


·      “Carroça vazia é a que faz mais barulho”;


·      “Mente vazia é oficina do Diabo”

Portanto, autoinstrução é algo que todos nós já fazemos. A questão é aprender a fazê-lo de forma consciente e sistematizada para poder utilizar nos momentos de maior necessidade.

Suponha que você vai fazer uma apresentação perante certo grupo e está nervoso. Pode ser útil, além de preparar bem a apresentação em si, elaborar uma lista minuciosa de autoinstruções: “Verifique todo o material antes de sair de casa”, “Antes da apresentação, vá ao banheiro esvaziar a bexiga e depois verifique os zíperes e botões”, “Pratique o relaxamento”, “Cumprimente os ouvintes e olhe para eles”, etc.

Não importa se as instruções se aplicam a toda e qualquer situação ou se são muito específicas. O importante é que funcionem no caso em questão. A chave é antecipar quais são as autoinstruções necessárias para cada situação. Elas podem ser muito simples e é preferível que sejam assim.

Se, por exemplo, o seu objetivo é parar de beber, quando passar perto de um bar pode repetir para si mesmo “Passe direto! Passe direto” e “Pense em outro assunto”. É mais fácil seguir uma autoinstrução específica, simples e direta do que uma resolução vaga de “melhorar”.

Se o seu objetivo é deixar de ser fisgado por manipuladores de emoções descritos em outra postagem, sua autoinstrução pode ser simplesmente: “Não morda a isca!”.



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