A maioria das pessoas já ouviu o termo
“autodestruição”, mas o termo “autoinstrução” é menos conhecido e bem melhor de
fazer. Quando nos autoinstruímos, o objetivo é construir. A autoinstrução
consiste em dar a nós mesmos orientações muito específicas. É fácil dizer “Na
próxima vez farei melhor”, mas não podemos depender de algo tão vago.
Necessitamos de um check-list mais completo.
Quando vai ao supermercado, provavelmente você
prepara uma lista do que precisa comprar, que pode ser memorizada ou colocada
por escrito. Quando compramos um produto e precisamos aprender a operá-lo,
seguimos as instruções do manual passo a passo. Quando começamos um trabalho
novo, colegas nos dão instruções que repetimos para nós mesmos a fim de
lembrá-las e praticá-las.
Os ditados populares são autoinstruções:
· “A palavra é prata, o silêncio é ouro”;
· “A palavra é prata, o silêncio é ouro”;
· “Toda regra tem exceção”;
· “Nem tudo o que reluz é ouro”;
· “Se algo é tão bom que parece mentira, em geral é mesmo”;
· “Os cães ladram e a caravana passa”;
· “Roupa suja se lava em casa”;
· “Diga-me com quem andas e te direi quem és”;
· “Antes só do que mal acompanhado”;
· “Carroça vazia é a que faz mais barulho”;
· “Mente vazia é oficina do Diabo”
Portanto, autoinstrução é algo que todos nós já
fazemos. A questão é aprender a fazê-lo de forma consciente e sistematizada
para poder utilizar nos momentos de maior necessidade.
Suponha que você vai fazer uma apresentação
perante certo grupo e está nervoso. Pode ser útil, além de preparar bem a
apresentação em si, elaborar uma lista minuciosa de autoinstruções: “Verifique
todo o material antes de sair de casa”, “Antes da apresentação, vá ao banheiro
esvaziar a bexiga e depois verifique os zíperes e botões”, “Pratique o
relaxamento”, “Cumprimente os ouvintes e olhe para eles”, etc.
Não importa se as instruções se aplicam a toda e
qualquer situação ou se são muito específicas. O importante é que funcionem no
caso em questão. A chave é antecipar quais são as autoinstruções necessárias
para cada situação. Elas podem ser muito simples e é preferível que sejam
assim.
Se, por exemplo, o seu objetivo é parar de beber, quando passar perto de
um bar pode repetir para si mesmo “Passe direto! Passe direto” e “Pense em
outro assunto”. É mais fácil seguir uma autoinstrução específica, simples e
direta do que uma resolução vaga de “melhorar”.
Se o seu objetivo é deixar de ser fisgado por
manipuladores de emoções descritos em outra postagem, sua autoinstrução pode
ser simplesmente: “Não morda a isca!”.
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