A palavra
“responsabilidade” é frequentemente usada no discurso sobre causas, como quando
dizemos que “um temporal foi responsável pelo estrago”. Quando aplicado a
pessoas, esse uso suscita todos os problemas do livre-arbítrio, pois os
indivíduos são vistos como origem ou causa de seus comportamentos.
Porém, em geral as pessoas são apontadas causadoras de seu próprio comportamento apenas quando suas escolhas parecem óbvias e as causas ambientais permanecem obscuras. Quando os fatores ambientais tornam-se claros, frequentemente se diz que a pessoa não tinha escolha. À medida que os determinantes e ambientais são compreendidos, o discurso sobre o livre-arbítrio e responsabilidade tende a dar lugar ao discurso sobre circunstâncias atenuantes.
Porém, em geral as pessoas são apontadas causadoras de seu próprio comportamento apenas quando suas escolhas parecem óbvias e as causas ambientais permanecem obscuras. Quando os fatores ambientais tornam-se claros, frequentemente se diz que a pessoa não tinha escolha. À medida que os determinantes e ambientais são compreendidos, o discurso sobre o livre-arbítrio e responsabilidade tende a dar lugar ao discurso sobre circunstâncias atenuantes.
Do ponto de vista
prático, as “ações meritórias” são aquelas que a comunidade reforça e as “ações
condenáveis” são aquelas que a comunidade pune. As ações condenáveis são frequentemente
atribuídas a fatores genéticos e ambientais (circunstâncias atenuantes) e
tratadas com compaixão, enquanto feitos meritórios são geralmente atribuídos à
própria pessoa. As pessoas tentam obter crédito por suas ações para assegurar
que serão reforçadas. Reconhecer os efeitos do ambiente em ações meritórias
resulta em honestidade.
Se nós podemos ser práticos e compassivos quanto a punir comportamentos inadequados, podemos ser práticos e honestos quanto a reforçar comportamentos desejáveis. Na prática, decidir se alguém é ou não é responsável vem a ser uma decisão sobre estabelecer ou não consequências. O apelo à insanidade temporária implica que nenhum benefício prático advirá da punição. Chamar uma ação de “afortunada” supõe a inutilidade do uso do reforço.
Pais, professores, supervisores e governantes gerenciariam o comportamento das pessoas com maior eficiência se tomassem decisões sobre reforço e punição abertamente. Sua eficiência seria maximizada se fortalecessem o comportamento desejável com reforço positivo. Controle por ameaças e punição pode funcionar no curto prazo, mas resulta em rebeldia e desafeto no longo prazo.
Se nós podemos ser práticos e compassivos quanto a punir comportamentos inadequados, podemos ser práticos e honestos quanto a reforçar comportamentos desejáveis. Na prática, decidir se alguém é ou não é responsável vem a ser uma decisão sobre estabelecer ou não consequências. O apelo à insanidade temporária implica que nenhum benefício prático advirá da punição. Chamar uma ação de “afortunada” supõe a inutilidade do uso do reforço.
Pais, professores, supervisores e governantes gerenciariam o comportamento das pessoas com maior eficiência se tomassem decisões sobre reforço e punição abertamente. Sua eficiência seria maximizada se fortalecessem o comportamento desejável com reforço positivo. Controle por ameaças e punição pode funcionar no curto prazo, mas resulta em rebeldia e desafeto no longo prazo.
Entretanto, gerenciamento
por reforço positivo requer cuidado e habilidade. Não se consegue um bom resultado
quando o reforço é inadequado e a história negligenciada. Em nossa espécie, o
reforço apropriado ao gerenciamento é (pelo menos em parte) social. Dinheiro e
outros símbolos de reforçadores parecem ser mais eficazes quando acompanhados
pelo reforço de aprovação e afeto de pessoas significativas.
O menosprezo da história leva a maus resultados quando se presume uma história normal que na realidade não existe. Uma história de reforço deficiente ou anormal pode se sobrepor até mesmo às melhores contingências de gerenciamento. A correção dos efeitos de uma longa história exige terapia. Até que eles sejam corrigidos, o gerenciador age corretamente ao evitar contextos em que a história tem probabilidade de gerar comportamento inadequado.
O menosprezo da história leva a maus resultados quando se presume uma história normal que na realidade não existe. Uma história de reforço deficiente ou anormal pode se sobrepor até mesmo às melhores contingências de gerenciamento. A correção dos efeitos de uma longa história exige terapia. Até que eles sejam corrigidos, o gerenciador age corretamente ao evitar contextos em que a história tem probabilidade de gerar comportamento inadequado.
Extraído de “Compreender o Behaviorismo”, de Willian Baum - Artmed
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