O mero fato de perguntar-se o que exatamente
determinado termo ou acontecimento significa para você e elaborar uma resposta
pode causar um poderoso efeito em como pensa, se sente e age. Mas essa sugestão pode parecer estranha, pois presumimos que (obviamente!)
sabemos o que nós mesmos queremos dizer e que as palavras e acontecimentos
possuem o mesmo significado para todos e que nossa percepção é objetiva.
Porém, a realidade é que os significados são muito pessoais, influenciados pelas nossas constituições genéticas e históricos de vida. Uma pessoa pode dizer que está “apavorada” porque vai fazer uma cirurgia, outra porque vai fazer uma prova e ainda outra porque vai à montanha-russa. O termo é o mesmo, mas as circunstâncias e as interpretações são bem diferentes.
Porém, a realidade é que os significados são muito pessoais, influenciados pelas nossas constituições genéticas e históricos de vida. Uma pessoa pode dizer que está “apavorada” porque vai fazer uma cirurgia, outra porque vai fazer uma prova e ainda outra porque vai à montanha-russa. O termo é o mesmo, mas as circunstâncias e as interpretações são bem diferentes.
Temos a tendência de pensar e falar de forma
abreviada (o que é bom em si mesmo) e usamos palavras de modos difusos que obscurecem em vez de
esclarecer o significado para nós mesmos. Duas pessoas podem usar a mesma
palavra com sentidos muito diferentes e podem utilizar palavras diferentes para
o mesmo fenômeno. E uma pessoa pode usar uma palavra sem nunca ter parado para
pensar o que quer dizer com ela.
Alguns problemas de comunicação surgem por
presumirmos que o outro está sempre pensando exatamente o mesmo que nós. Uma
pessoa que diz “eu gosto de você” para alguém interessado nela pode estar comunicando
que o sentimento romântico é recíproco ou pode estar comunicando que quer
apenas amizade. É útil prestar atenção ao contexto verbal e não-verbal e tomar
cuidado com o que falamos e ouvimos. É como quando um motorista buzina para um amigo na calçada e o motorista da frente pensa que é por
causa dele: o som é o mesmo, mas a interpretação é diferente.
O mesmo problema que ocorre na comunicação
interpessoal (entre pessoas) pode acontecer na comunicação intrapessoal (dentro
da própria pessoa, no seu diálogo interno). Em nossos próprios pensamentos usamos
linguagem cifrada, abreviações, metáforas, sinédoques, metonímias, disfemismos e
outras figuras de linguagem. E esses pensamentos causam reações emocionais que
muitas vezes pioram a situação.
Um exemplo é a mulher que exclama “A minha vida
acabou” porque seu namorado terminou o relacionamento. O resultado é que ela se
sente arrasada, como se nada mais restasse em sua existência. Mas o que ela
quer dizer com “vida” neste caso? Ela continua viva biologicamente. Continua
tendo sua família, seus amigos, sua profissão, sua saúde, seus outros
interesses, sua liberdade. Por “vida” ela quer dizer “namoro”. Indagar-se
exatamente o quer dizer não eliminará a frustração, mas a ajudará a enfrentar o
problema exato e possibilitará usar outras estratégias para lidar com ele.
Portanto, o primeiro passo para lidar com qualquer
palavra ou acontecimento que provoque uma reação emocional é parar e
perguntar-se: “O que exatamente está passando por minha cabeça? Qual o
significado dessas ideias? Como estou interpretando esse acontecimento? Que
significado estou atribuindo a esse evento na minha vida?”
Às vezes utilizamos termos fortes para nos referir
a nós mesmos (como “fracassado”), quando o que queremos dizer é “Estou triste
porque em algumas ocasiões deixei de ter êxito em algo que estava tentando”.
Também podemos dizer que estamos “estou furioso”, “não adianta”, “estou
sobrecarregado” e deixar que as emoções criem raízes e desabrochem. Ou podemos
parar e esclarecer para nós mesmos o que queremos dizer e utilizar termos mais
apropriados. A ação eficaz requer comunicação clara.
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