terça-feira, 1 de março de 2011

Dez Erros (6/7): Aprimoramento Pessoal através da Mudança de Hábitos Cognitivos e de Paradigmas

Podemos administrar nosso limite de tolerância ao stress cuidando da nossa saúde física e prestando atenção ao nosso estado fisiológico e emocional. Também nos tornamos mais tolerantes e menos errantes quando conhecemos e aprimoramos nossos padrões de pensamento, que nos fazem tender para determinados erros principais.

Todos os dez erros desta série podem ser combatidos pelas técnicas da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Com elas você pode analisar seus padrões de pensamento e liberar seu pleno potencial cognitivo para prevenir ou remediar a repetição dos seus erros preferidos. Não se trata de uma racionalização, mas justamente do melhor uso da capacidade de raciocínio para produzir resultados práticos e satisfação na vida.

Também não se trata de uma crítica contra o uso da intuição, que é outra ferramenta cognitiva importante. Mas o fato é que muitas pessoas que afirmam serem “intuitivas” ou “agir com o coração” na verdade são impulsivas e sentimentalistas. Precisamos cultivar e conjugar ambos os tipos de pensamento, o intuitivo e o intelectual, que correspondem aos dois hemisférios cerebrais (lado direito e lado esquerdo).

A Terapia Cognitivo-Comportamental ensina a verbalizar pensamentos inconscientes. Muitos acreditam que os pensamentos se dividem claramente entre “conscientes” e “inconscientes” e que é necessário grande sacrifício para desenterrar a estes últimos. Entretanto, é mais exato ver os pensamentos como estando em um continuum que vai da mais plena consciência até a total inconsciência, a maioria dos pensamentos posicionando-se em algum ponto entre esses extremos. E trazê-los à maior consciência requer empenho, mas não tem que ser sempre extenuante.

Além disso, muitos pensam que a palavra “hábito” se refere apenas a atividades físicas como escovar os dentes ou fumar. Mas também temos hábitos mentais ou cognitivos, bons e maus. Os hábitos são automáticos, não precisam de planejamento nem de concentração consciente para serem repetidos. Nossos hábitos mentais são poderosamente influenciados por nossos paradigmas, que são nossos mapas mentais da realidade, compostos de nossas crenças, valores e diversos filtros perceptivos.

Nossos paradigmas são como lentes dos óculos através das quais vemos tudo. E eles fazem com que cada um de nós seja mais vulnerável a determinados erros. Por exemplo, se o paradigma de alguém é que o mundo é um lugar perigoso que requer extrema cautela para sobreviver, ele vai ser especialmente vulnerável ao catastrofismo e à ansiedade excessiva. Modificar nossos paradigmas altera nossa percepção, nossas reações emocionais, nossas respostas comportamentais e nossos resultados.

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