terça-feira, 1 de novembro de 2011

Personalidade: Genética x Ambiente x Escolhas


PERSONALIDADE é o estado ou qualidade peculiar da pessoa, o PADRÃO característico de pensar, sentir e agir que definem o estilo pessoal de interação de uma pessoa com o seu ambiente físico e social. É o conjunto de causas subjacentes do comportamento, um NÚCLEO que se mantém relativamente constante dentro de nós nos diferentes momentos, lugares, circunstâncias e fases pelos quais passamos. Esse núcleo tanto nos diferencia (como indivíduos únicos e como membros de determinados grupos) quanto nos assemelha em relação às outras pessoas.
 
Assim, somos seres em constante transição, mas com componentes que se mantêm relativamente iguais e constantes (o caráter e o temperamento), embora estes possam se modificar também. Assim, temos traços relativamente fixos e traços que variam mais conforme os diferentes ambientes e fatores internos.

Estudos com gêmeos separados no parto e que cresceram em ambientes bem diversos indicam que a genética pode responder por cerca de 50% daquilo que nos tornamos e o ambiente pelos outros cerce de 50%. Mas há divergências entre os especialistas sobre esses números, alguns afirmando que a genética é mais importante que o ambiente e outros afirmando que é o ambiente que é mais importante que a genética.

A conclusão mais esclarecida é que somos produto da interação Genética x Ambiente x Escolhas: há predisposições genéticas para diversos traços, capacidades e comportamentos, mas não determinações. A genética determina nosso potencial, mas o ambiente determina o quanto desse potencial será desenvolvido de fato e como.

Até o final da infância, a genética de certa forma é predominante, pois temos pouco poder de escolha. Mas depois os ambientes e as escolhas da pessoa se tornam fatores mais fortes em nosso desenvolvimento. Dentro do possível, o indivíduo escolhe seus ambientes (o rol de opções é sempre limitado, mas em geral existe) e então os ambientes que escolheu o influenciam, pois ele procura se adequar ao meio.

Como se processa nosso aprendizado? Uma boa metáfora é a forma como subimos uma escada. Para subir um degrau (1) um dos pés tem que manter firme no degrau em que está para que (2) o outro pé possa se alçar até o degrau seguinte, se posicionar bem e assim poder (3) elevar o corpo, daí (4) os pés invertem os papeis e o processo se repete. Com o nosso aprendizado ocorre o mesmo: nós nos apoiamos no que já sabemos sobre um assunto para interpretar e absorver novas informações que recebemos, elevando nosso acervo de conhecimentos, habilidades e atitudes. Esse apoio no que já sabemos para aprender mais é chamado de “ponto de ancoragem”.

Na nossa cultura, as fases da vida são classificadas da seguinte forma:

Infância ------------------------------------------------------------- do 00 aos 12 anos
“Adolescência” --------------------------------------------------- dos 13 aos 18 anos
Maturidade -------------------------------------------------------- dos 19 aos 35 anos
Meia-Idade -------------------------------------------------------- dos 36 aos 45 anos
Terceira Idade ----------------------------------------------- dos 46 anos em diante

Em parte, esses números são arbitrários e determinados pela conveniência sócio-cultural. Mas em parte eles têm base biológica. Por exemplo, a puberdade começa com cerca de doze anos e assim biologicamente termina a infância e começa a fase da “adolescência” ou de jovem adulto. Porém, enquanto na nossa cultura consumista um indivíduo com 13 anos (em especial se for menino) é considerado um “adolescente” por prazo indeterminado, em algumas culturas ele já é considerado um jovem adulto, sendo treinado previamente para isso e tratado como tal a partir de então. E é o que ele se torna.

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