terça-feira, 15 de novembro de 2011

A Ilusão da Telepatia (5/6): Cinco Passos para Interromper a Ilusão


Como dissipar a ilusão da telepatia? A primeira linha de defesa para enfrentar qualquer um dos equívocos mentais alistados nesta série é a identificação verbal ou nomeação do erro. Às vezes basta nomear um padrão para interromper o seu fluxo de pensamentos automáticos. Ao perceber que estamos nos irritando com alguém por algo que acreditamos que ele está pensando ou por ele não adivinhar nossos pensamentos, podemos nos questionar: “Será que não estou caindo na ilusão da telepatia?”

O segundo passo logicamente é questionar nossas premissas, fazer uma pausa para verificar a validade das nossas conclusões. Pode ser útil colocar por escrito esses pressupostos. Com que base acreditamos que a pessoa pensa X ou Y de nós? Não existem outras possíveis interpretações válidas para o comportamento da pessoa? Ela não pode ter agido assim por outros motivos? Quase sempre existem diversas possibilidades de explicações possíveis para um mesmo fato.

Então, no terceiro passo, podemos também escolher qual reação emocional seria mais apropriada de nossa parte. Em vez seguirmos nossa primeira reação automática em reação ao comportamento da pessoa, nós podemos escolher como queremos responder cognitiva e emocionalmente: sentir compaixão, ou banalizar, ou menosprezar, etc.

Quarto passo, depois podemos decidir se não há alguma ação mais produtiva que possamos fazer em vez de nossa reação automática. Podemos (1) dialogar diretamente com a pessoa, ou (2) tentar interagir com ela sem tocar no assunto agora, ou então (3) aguardar que surjam novas informações que nos permitam interpretar com mais certeza as ações dela.

E quinto passo, enquanto isso (ou entre a decisão e a implementação), podemos verificar cada etapa da atividade que terminamos ou que estamos efetuando, ou podemos realizar outra atividade. Essa verificação e essa concentração modificam nosso foco mental, permitindo que esfriemos para poder reavaliar a situação por outra ótica. Também nos permitem corrigir algum erro nosso que seja motivo para reclamação válida, se for o caso.

Em resumo, podemos escolher como responder à situação ambígua de forma mais produtiva (em pensamento, sentimento e ação) do que ficar especulando, nos sentindo mal e reagindo automaticamente.

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Um comentário:

  1. Boa noite! Estou com um sério problema relacionado a pensamentos e formas mentais que não sai da minha cabeça, faço terapia, tomo medicamentos para "surtos psicóticos, anticonvulsivantes,,,Nada alivia sinto como se o meu passado voltasse sem eu querer a todos os instantes,sinto culpa e vontade de suicídio,porém tenho lucidez de coisas atuais não sei como parar. Tenho pesadelos constantes. Se puderem me dar uma dica fico muito agradecida.Obrigada

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