domingo, 15 de abril de 2012

Mania de Perseguição (4/5): Pare e Analise!


A chave para minimizar os problemas causados pela mania de perseguição é simplesmente parar para ouvir e analisar objetivamente os nossos próprios pensamentos. Nossos pensamentos automáticos são uma reação intuitiva aprendida que às vezes está certa e às vezes está errada, no todo ou em parte. Então verifique racionalmente a validade dela.

1- Pare para perguntar-se exatamente o que você está pensando e o que quer dizer com estas palavras. Por exemplo, se você pensar "Ele está implicando comigo", pare para identificar esse pensamento e analisar cada parte dele: o que VOCÊ quer dizer exatamente com "implicando"? Em nosso próprio diálogo interno, utilizamos palavras sem as definir para nós mesmos.

2- Analise os fatos verificáveis com cuidado e os diferencie do que você pressupôs, inferiu, deduziu, intuiu. É muito comum as pessoas confundirem aquilo que observaram de fato com aquilo que presumiram a partir dessas observações. O outro diz ou faz "A", presuminos "ABC" e então o acusamos de ter dito ou feito "ABC". Aprenda a separar realidade de imaginação!

3- Imagine outras explicações possíveis para tais palavras e/ou ações que de fato foram ditas ou feitas. Será que a pessoa está mesmo implicando comigo? Não pode apenas estar extravasando uma irritação de outros assuntos? Ou não poderia ser uma afirmação geral em vez de algo dirigido a mim? Esse sujeito tem algo contra mim ou é apenas alguém que fala sem pensar? A pessoa não pode ter tomado essa decisão por outros critérios e motivos diferentes do que estou pensando?

Você não precisa provar com certeza absoluta que a crítica ou ação não foi dirigida contra sua pessoa. Precisa apenas conscientizar-se de que existem outras explicações possíveis.

Pode parecer que é uma negação da realidade. Mas, uma vez que você ainda não sabe qual é a verdade, faz sentido considerar diversas hipóteses mais suaves em vez de agarrar-se à explicação que lhe causa mais dor.

Se você reconhecer outra possibilidade tão provável quanto a alternativa que encara como afronta pessoal, sua reação será diferente. Será menos provável que se sinta atacado e reaja por impulso. Será mais fácil dar o benefício da dúvida e se dispor a investigar com calma.

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