sábado, 15 de dezembro de 2012

Ansiedade Excessiva (1/5) - Introdução


A ansiedade é a sensação de aflição, receio ou agonia, a inquietação ou impaciência diante de um desejo ou medo. A preocupação é um pensamento que, conforme o próprio nome diz (pré-ocupação), ocupa-se antes com um acontecimento futuro, uma ideia dominante que preenche o intelecto e o emocional da pessoa, mantendo o foco concentrado no assunto e gerando e mantendo algum grau de ansiedade.


Alguma medida de ansiedade na vida é inevitável, pode ser benéfica e às vezes até mesmo agradável. O problema é o excesso que gera paralisia, ineficiência e sofrimento. As capacidades humanas de pensar no futuro e de se importar com a prevenção de problemas são muito importantes. Mas a ansiedade excessiva cria monstros imaginários, nos tornam ainda mais vulneráveis aos perigos reais, nos cegam ou bloqueiam para oportunidades e nos tornam extremamente avessos a riscos, mesmo calculados.
  
O ansioso crônico e o catastrofista enxergam calamidades que ainda não aconteceram e ficarem atordoados. A diferença sutil é que o catastrofista parte de indícios mínimos que o desastre praticamente já aconteceu, enquanto o ansioso fica especulando que ele poderá acontecer: 
·      “E se não gostarem de mim?”
·      “E se eu não conseguir?”
·      “E se a empresa perder um cliente importante?”
·      “E se o sucesso que estou desfrutando não durar?”
·      “E se...?”
  
As especulações fazem a pessoa se sentir muito vulnerável. E o pior é que elas podem aumentar de fato nossa vulnerabilidade, pois  deixamos de reagir adequadamente aos perigos e de aproveitar possibilidades. O pensamento condicional é paralisante, bloqueando nossa capacidade de pensar e agir. Nosso raciocínio e imaginação são tomados pelas conjecturas e sobra pouco tempo e energia para elaborar um plano e executá-lo.

A ansiedade excessiva também boicota nosso desempenho e elimina o prazer que poderíamos ter quando a situação está boa e das horas de lazer. Para os ansiosos crônicos é muito difícil correr riscos, pois os perigos lhes parecem muito maiores e os possíveis ganhos, pequenos e insuficientes demais para justificar o desafio. Como vivem em função de prevenir problemas (reais e imaginários) e mitigar seus efeitos (idem), sobra pouca energia para as soluções e oportunidades.
   

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