Se você
acredita mesmo que é e pode ser bem-sucedido em todos os domínios em que se aventura, é um
afortunado. A maioria das pessoas não é apta para tudo. Mas quem acredita que o fato de ter
logrado êxito em um campo o habilita a ter sucesso em tudo o que fizer pode acabar
muito mal. Uma variação desse erro é pensar que, por estar atravessando uma
fase muito boa, pode ter certeza de que tudo vai correr bem naturalmente, sem necessidade
de um bom planejamento e de atenção cuidadosa.
O indivíduo pode assumir
desafios cada vez maiores e/ou responsabilidades cada vez mais amplas, até
finalmente ultrapassar os limites e sofrer sérios reveses, até mesmo entrar em
colapso. É o “Princípio de Peter” em ação:
- Ser um ótimo profissional em qualquer área não o qualifica automaticamente para ser um chefe de equipe ou outra promoção;
- Ser um bom gerente ou diretor em uma empresa não o qualifica para abrir um negócio próprio;
- Ser um bom cozinheiro não o qualifica para ser dono do seu próprio restaurante;
- Ser um dono de um restaurante bem-sucedido não o qualifica para abrir uma filial;
- O proprietário de uma próspera ferramentaria deve pensar bem antes de abrir uma loja de roupas ou comprar uma distribuidora alimentícia.
O
excesso de pensamento positivo também pode se manifestar na tendência de esquivar-se da responsabilidade por
seus próprios atos. Algumas pessoas podem tomar decisões que seu cônjuge não
sabe e reprovaria caso soubesse, como fazer compras vultosas e desnecessárias.
Quando inquiridos, tentam apaziguar com mentiras; se não adianta, criticam a
forma como o outro se expressou. Nunca assumem erros e acreditam que não devem
satisfações a ninguém, atitudes que prejudicam o relacionamento.
A
crença na nossa superioridade e infalibilidade pode nos induzir a sempre responsabilizar
totalmente os outros pelos problemas, o que desagrada muito a eles. Logo
seremos considerados arrogantes, o que pode levar alguns a querer nos sabotar.
Podemos passar a sermos vistos como queixosos crônicos, ainda que tenhamos
certa razão.
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