Diversos fatores podem levar alguém a se tornar perfeccionista, um obcecado com fazer tudo extremamente certo: medo, fantasia, arrogância e outros. Tudo o que somos é resultado da interação entre nossa herança genética, nosso condicionamento ambiental e nossas decisões. Em algumas pessoas, essa interação leva ao perfeccionismo. Mas cada caso é um caso e nenhum perfeccionista é exatamente igual a outro
Muitos perfeccionistas têm medo de perderem o respeito dos demais se uma vez sequer fizerem algo que não seja muito bom ou se não apresentarem um resultado geral extraordinariamente bom: nosso crítico interior vai nos acusar e o "Senhor Todo Mundo” vai nos reprovar!
Assim, para evitar constrangimentos, o perfeccionista exige de si próprio padrões de avaliação muito elevados, até mesmo absurdos. Essa exigência é angustiante e logo leva à desistência, à postergação do resultado final ou ao pensamento de que é melhor nem tentar.
Assim, para evitar constrangimentos, o perfeccionista exige de si próprio padrões de avaliação muito elevados, até mesmo absurdos. Essa exigência é angustiante e logo leva à desistência, à postergação do resultado final ou ao pensamento de que é melhor nem tentar.
A fuga/esquiva permite a fantasia reconfortante de que ele poderia ter feito se quisesse e que teria sido perfeito. Ou que ele fará um dia e será perfeito. Muitos preferem viver com essa fantasia a enfrentar o arriscado desafio de realizar um projeto, seja ele qual for. E essa fantasia lhes permite a arrogância de criticar duramente aqueles que têm a coragem de realizar algo. Por debaixo de tudo isso, provavelmente há um forte complexo de inferioridade mal elaborado e uma intensa insegurança crônica.
O perfeccionismo causa muitos problemas para o próprio indivíduo. Ele pode se esgotar em busca de cumprir padrões elevados demais e atingir metas muito difíceis ou até impossíveis. Deixa de usufruir a vida e se mantém em um estado de frustração contínua. É movido por uma compreensão errônea da realidade e motivado a buscar valores e objetivos ilusórios.
Existem dois tipos de perfeccionismo, embora muitas pessoas apresentem ambos: o perfeccionismo intrapessoal e o perfeccionismo interpessoal. O perfeccionismo contra os outros prejudica muito os relacionamentos, mas ainda que o indivíduo seja perfeccionista apenas contra si próprio, esse modo de pensar e agir causa problemas com as demais pessoas.
Primeiro, o sujeito torna-se um modelo insalubre que outros podem imitar e assim se prejudicar. Segundo, sua mania de perfeição não só (querendo ou não) expõe pelo contraste os acomodados, como faz até quem se esforça razoavelmente bem parecer comodista. Essa carga negativa gerada nos outros acaba se voltando contra o perfeccionista.
O perfeccionismo causa muitos problemas para o próprio indivíduo. Ele pode se esgotar em busca de cumprir padrões elevados demais e atingir metas muito difíceis ou até impossíveis. Deixa de usufruir a vida e se mantém em um estado de frustração contínua. É movido por uma compreensão errônea da realidade e motivado a buscar valores e objetivos ilusórios.
Existem dois tipos de perfeccionismo, embora muitas pessoas apresentem ambos: o perfeccionismo intrapessoal e o perfeccionismo interpessoal. O perfeccionismo contra os outros prejudica muito os relacionamentos, mas ainda que o indivíduo seja perfeccionista apenas contra si próprio, esse modo de pensar e agir causa problemas com as demais pessoas.
Primeiro, o sujeito torna-se um modelo insalubre que outros podem imitar e assim se prejudicar. Segundo, sua mania de perfeição não só (querendo ou não) expõe pelo contraste os acomodados, como faz até quem se esforça razoavelmente bem parecer comodista. Essa carga negativa gerada nos outros acaba se voltando contra o perfeccionista.
De novo, cada caso é um caso. Talvez alguém diga que é escritor e que está escrevendo seu primeiro livro nas suas horas vagas. Quando perguntam se ele já terminou ou se já procurou alguma editora, ele diz que ainda está elaborando o material e por enquanto não quer mostrar para ninguém. Provavelmente escrever esse suposto livro é apenas um passatempo e dizer que é escritor é apenas uma forma inofensiva de se sentir bem. Não há razão para ele estabelecer prazos nem limites na perfeição desse livro.
Entretanto, é bom diferenciarmos para nós mesmos o que é fantasia do que é meta. Podemos não nos importar se algumas pessoas reclamam do nosso preciosismo e de nossa atenção aos detalhes se estas características nos auxiliam a atingir nossos objetivos. Porém, se os nossos padrões estiverem nos induzindo ao erro, a postergações e à perda de prazos e/ou nos condenado à solidão, pode ser melhor redefini-los.
Talvez você considere impossível: “Eu sou assim mesmo, não dá para ser diferente”. Mas admitir que você pensa e age dessa forma é justamente o primeiro passo para conseguir mudar, pois agora pode dizer para si próprio: “Pare! Estou sendo perfeccionista de novo!”. Reconhecer e nomear um comportamento torna possível tomar medidas corretivas.
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