sexta-feira, 15 de junho de 2012

Superconfiança (5/6): Pensamento Acurado


Acreditar, ter "pensamento positivo", ser otimista, "pensar como vencedor", fazer afirmações positivas com convicção, tudo isso tem seu valor e utilidade. As palavras de incentivo do técnico antes de um jogo decisivo podem estimular os atletas a desempenhar o máximo de si e transcender seus limites. Porém, esse fator funciona apenas no curto prazo.

Uma descarga de adrenalina no momento certo pode levar ao gol definitivo, mas não há adrenalina que baste para carregar um time inteiro do início do campeonato até a grande final. E discursos motivacionais não podem compensar o despreparo físico e/ou psicológico, a desunião e outras deficiências, em especial diante de um adversário bem estruturado.

Certas pessoas parecem sempre se dar bem sem grandes esforços. O acaso realmente favorece alguns, mas não sempre e nem em tudo. Se a pessoa não souber administrar, põe tudo a perder. Além disso, muitos indivíduos que aparentam serem “felizardos” tiveram que fazer enormes empenhos e sacrifícios, além de terem passado sérias adversidades, mas as pessoas só observam a aparência do momento presente.
 
Assim, para obter e manter bons resultados é necessário um empenho constante, pleno e bem orientado. Conta uma piada que um jovem perguntou a alguém em uma rua de Manhattan “Como faço para chegar ao Carnegie Hall?” e ele respondeu “Ensaie muito, todos os dias”.

Além disso, certas pessoas parecem praticar infrações e até mesmo crimes continuamente, sem nunca serem pegos ou então parecem sempre conseguir se safar da punição. Mas esta sorte pode não durar para sempre. E também há consequências psicológicas e nos relacionamentos da pessoa com familiares, amigos e outros, entre outros tipos de consequências. Assim, o mais sóbrio é acreditar na máxima “o crime não compensa”.

Ouve-se falar de gênios com múltiplos talentos. Um deles foi Leonardo da Vinci. Ele foi um magnífico pintor, escultor, anatomista, astrônomo e engenheiro. Fez esboços de aeronaves e paraquedas séculos antes destes existirem. Sem dúvida, um gênio. Entretanto, é bom saber que naquela época ainda não existia a ciência moderna, todos os ramos de conhecimento pertenciam à Filosofia e não eram tão regulamentados quanto hoje, facilitando que um indivíduo exercesse diversas atividades diferentes.
 
Leonardo da Vinci também se inspirou em projetos de engenheiros da Antiguidade, que dispunham de maior tecnologia do que havia na Idade Média. E ele não era capaz de tudo: não se interessava por História, Literatura, Religião. E levou uma vida solitária.

O intelecto e a competência de Donald Trump foram cruciais para que ele construísse um império mobiliário. Mas ajudou um pouco ele ser filho de um construtor multimilionário (proprietário de 25.000 apartamentos no Brooklin e no Bronx), com capital de sobra e ligações políticas para obter quarenta anos de isenção fiscal para o primeiro projeto de Trump em Manhattan. Mas por muito tempo Trump acreditou que todo o seu êxito se devia à sua capacidade, sua intuição para os negócios e sua suposta invencibilidade, a ponto de colocar seu império em risco.


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