Na teoria psicanalítica, o id é a parte da personalidade que busca o prazer, o superego é o nosso senso moral e o ego, nossa capacidade de lidar com a realidade e de equilibrar as exigências das outras duas partes. Portanto, quem possui um ego saudável não se autoidealiza. Não se considera invencível ou melhor do que é só porque seus admiradores afirmam isso. E não presume que êxitos passados garantem êxitos futuros.
Na história de Peter Pan, ele garante a seus amigos que basta ter “pensamentos felizes” para sair voando. Mas na vida real, além de “pensamentos felizes”, também é necessário comprar uma passagem de avião ou fazer um curso de piloto. Antes de entrar em um novo negócio, um novo relacionamento ou seja o que for, pergunte-se o que você realmente sabe sobre o projeto e sobre as outras pessoas envolvidas.
Quais são os prós e os contras? Tudo requer algum investimento de dinheiro, tempo, energia, emoções, etc. Todo empreendimento tem suas desvantagens e possui algum risco de prejuízo. Quanto você se dispõe a investir e a se arriscar a perder? E o que você fez para aumentar suas probabilidades de êxito além de ter “pensamentos felizes”?
Quais são os prós e os contras? Tudo requer algum investimento de dinheiro, tempo, energia, emoções, etc. Todo empreendimento tem suas desvantagens e possui algum risco de prejuízo. Quanto você se dispõe a investir e a se arriscar a perder? E o que você fez para aumentar suas probabilidades de êxito além de ter “pensamentos felizes”?
Pode ser desagradável fazer essa análise, mas é a única forma de elaborar um planejamento realmente acurado. Não se trata de ser derrotista, "entrar no jogo para perder" ou então nem sequer tentar porque “já sabe” que não vai dar certo. Trata-se de fazer uma investigação cabal sobre todos os aspectos, confirmar a veracidade de suas premissas e conclusões, reconhecer que o que funcionou no passado pode não funcionar nas novas circunstâncias, que o que serviu para os outros pode não servir para o seu caso e que talvez você tenha que se preparar melhor para atingir uma meta ou até mesmo que seria aconselhável modificar seus objetivos.
Em uma batalha, um general pode concluir que suas tropas não estão indo bem e ordenar um recuo estratégico para reorganização e novo avanço, talvez por outra direção ou de outra forma. Em nossa vida nós também temos que saber fazer recuos estratégicos ou até mesmo desistir de continuar uma batalha. Mais que isso, temos que reconhecer quais batalhas compensa entrar ANTES de iniciá-las.
Por exemplo, talvez tenhamos perdido a posição que tínhamos e não estamos conseguindo conquistar outra semelhante. Pode ser uma demissão, o fim de um relacionamento, uma aposentadoria, alguma perda de status. A maneira como escolhemos encarar a situação é crucial para o efeito que ela terá sobre a nossa vida. É um erro não aceitar nada menor do que tínhamos antes, pois essa atitude elimina nossa adaptabilidade, nos encaminha para uma situação cada vez pior e nos condena a uma vida de lamúrias e amargura. Fazer concessões e sermos flexíveis nos permite salvar o que ainda pode ser salvo e construir o que ainda pode ser construído. Às vezes é necessário dar um passo para trás para poder dar dois passos para frente.
Por exemplo, talvez tenhamos perdido a posição que tínhamos e não estamos conseguindo conquistar outra semelhante. Pode ser uma demissão, o fim de um relacionamento, uma aposentadoria, alguma perda de status. A maneira como escolhemos encarar a situação é crucial para o efeito que ela terá sobre a nossa vida. É um erro não aceitar nada menor do que tínhamos antes, pois essa atitude elimina nossa adaptabilidade, nos encaminha para uma situação cada vez pior e nos condena a uma vida de lamúrias e amargura. Fazer concessões e sermos flexíveis nos permite salvar o que ainda pode ser salvo e construir o que ainda pode ser construído. Às vezes é necessário dar um passo para trás para poder dar dois passos para frente.
Também precisamos aprender a apreciar os elogios e incentivos que recebemos sem nos deixar inebriar por eles, reconhecendo que certas pessoas e nós mesmos tendemos a superestimar o positivo e a subestimar o negativo a nosso respeito:
- Quem está elogiando ou incentivando você conhece o assunto e está sendo ponderado? Um amigo pode estar sendo sincero ao sugerir que você abra um negócio próprio, por ter certo talento. Mas um negócio próprio requer mais do que isso. Ele está em condições de lhe informar? Procure orientações de especialistas.
- Quem está elogiando ou incentivando você tem algo a ganhar? Boas interações (comerciais ou pessoais) são aquelas em que ambos são beneficiados, não havendo um vencedor e um perdedor, mas dois vencedores. Porém, nem todos pensam assim. Alguns que nos bajulam e estimulam pouco se importam com o que acontecerá conosco, só pensam no seu próprio lado. E nem sempre é fácil perceber. Então pesquise bem para tomar decisões importantes.
- O fato de não estarmos vendo nenhuma desvantagem ou perigo significa que não existe nenhum? Desconfie disso, procure informações que vão contra aquilo que você quer acreditar. Escute pessoas que pensam diferente de você e lhe ajudarão a perceber desvantagens e perigos ocultos, a observar por outra perspectiva.
E o que dizer das nossas experiências passadas, em que fomos induzidos ao erro por pessoas que nos incentivaram a assumir tarefas além da nossa capacidade e acabamos nos dando mal? Precisamos atribuir devidamente as responsabilidades, sem complexo de vítima. Essas pessoas erraram em nos elogiar mais do que merecíamos e em nos estimular a fazer algo para o qual não estávamos prontos e/ou que não era o mais apropriado para nós.
Mas nós também erramos em nos deixar levar, pois estávamos ouvindo aquilo que queríamos que fosse verdade, em vez de investigar friamente os fatos. Se alguém nos tivesse sugerido moderação ou mesmo nos alertado, teríamos simplesmente ignorado, ou refutado sem ouvir ou até nos irritado com a pessoa. Assim, extraia lições e modifique esse padrão de comportamento: quando pessoas incentivarem você a fazer algo, investigue os fatos, os prós e os contras, os custos e benefícios, decida o que quer e tome medidas para se preparar e para minimizar os riscos.
Mas nós também erramos em nos deixar levar, pois estávamos ouvindo aquilo que queríamos que fosse verdade, em vez de investigar friamente os fatos. Se alguém nos tivesse sugerido moderação ou mesmo nos alertado, teríamos simplesmente ignorado, ou refutado sem ouvir ou até nos irritado com a pessoa. Assim, extraia lições e modifique esse padrão de comportamento: quando pessoas incentivarem você a fazer algo, investigue os fatos, os prós e os contras, os custos e benefícios, decida o que quer e tome medidas para se preparar e para minimizar os riscos.
A verdadeira atitude vencedora é observar e avaliar objetivamente a realidade, sem idealizá-la, reconhecendo acuradamente tanto seus pontos fortes quanto seus pontos fracos, tanto suas possibilidades quanto suas limitações. É a confiança alicerçada em uma mente aberta, mas não vazia ou anuviada; a disposição de correr riscos apoiada na determinação de assumir a responsabilidade pelo empenho necessário. Às vezes, tudo o que precisamos para prevenir ou interromper a superconfiança é a autoinstrução: quando perceber que sua “atitude positiva” não está produzindo resultados positivos, diga a si mesmo para parar, analisar, ser mais ponderado e decidir se deve continuar neste caminho.
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