terça-feira, 8 de abril de 2014

Condicione-se a ter Bons Hábitos!


O cientista Pavlov notou que os cães com os quais fazia pesquisas começavam a salivar só de ouvir uma sineta que indicava a hora em que eles seriam alimentados. A salivação em si é uma reação fisiológica automática, não aprendida. Mas uma reação automática ocorrer em resposta a um estímulo sem qualquer relação objetiva só porque este indica um evento desejado ou temido é um comportamento aprendido.

Pavlov chamou esse fenômeno de “estímulo condicionado”. O ser humano também tem seus condicionamentos, que são nossas rotinas, hábitos e vícios. Podemos extinguir maus hábitos e substituí-los por hábitos melhores. O que estimula você a ter quais comportamentos? 
   
Para mudar nossos hábitos, precisamos de autoconhecimento e de autodisciplina. Por exemplo, muitos foram condicionados quando crianças a terem maus hábitos alimentares por adultos que as faziam comer em excesso através de reforço positivo (elogios, prêmios, etc.) e de reforço negativo (ameaças, invocar culpa, etc.). Muitos também foram condicionados ao hábito de comer alimentos de má qualidade.
 
Para maximizar nossos resultados e qualidade de vida, é necessário recondicionar-se a bons hábitos. Inclui aprender a perceber as mensagens do corpo, impor-se horários e limites. Com o tempo, se torna cada vez mais fácil e automático. E o mesmo vale para nossa “alimentação mental”, as informações que colocamos em nosso cérebro.

Para motivar-se, focalize os objetivos que quer atingir em vez de focar apenas os obstáculos no caminho, ao mesmo tempo em que mantém a atenção na realidade do momento. Equilibre a visão de curto prazo com a visão de longo prazo. Divida grandes objetivos em etapas menores. A expectativa pode lhe dar forças para prosseguir em busca de suas metas. Reconheça o potencial que jaz em você e desenvolva suas capacidades e atitudes. Tomar uma decisão ponderada sobre seus alvos maximiza sua capacidade de alcançá-los e possibilita saber quando já os alcançou.

Pressa é diferente de velocidade. A velocidade é a rapidez com que algo ou alguém percorre um trajeto, faz certos movimentos ou executa uma tarefa. Significa agilidade, ligeireza, presteza, ritmo. Já pressa é a necessidade de se chegar a um lugar ou fazer algo o mais rápido possível, senso de urgência, precipitação, afobação, afã, ansiedade, aceleração.
 
A pressa gera ansiedade constante (e vice-versa), prejudica nossa lucidez e nos faz desperceber informações importantes. Quando temos pressa em atingir um objetivo, não sentimos prazer com o momento presente, ficamos irritadiços, deixamos de aprender e de nos desenvolver e cometemos autossabotagem. Podemos nos apressar, mas é má ideia viver apressado.

Somos uma única pessoa, mas desempenhamos diferentes papéis em diversos ambientes. Essa capacidade humana pode ser usada para modificar maus hábitos e desenvolver nosso potencial. No decorrer da vida, escolhemos inconscientemente modelos de comportamento e definições de conceitos como “felicidade”, “sucesso” e outros.
 
Esses modelos e definições direcionam nossos pensamentos e ações, nem sempre da forma mais produtiva. Mas podemos buscar novos modelos e definições e reescrever nossos papéis. Visualize e descreva como pensa e age o tipo de pessoa que quer ser e represente esse papel (seja razoável!). No começo exige mais energia e pode parecer artificial. Mas com o tempo e esforço, gradualmente vai se tornando mais fácil e automático, pois o novo modo de pensar e agir se integra ao seu ser.
 
 
* * *

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Envie-nos seu comentário inteligente e educado: