Nossas mentes vivem
cheias de estímulos do ambiente, de decisões a serem tomadas e tarefas a serem
realizadas. Para sermos eficazes, precisamos utilizar a capacidade intelectual
de diferenciar, discernir, distinguir entre o que é essencial, o que é relativamente
importante e o que é incidental.
O essencial é aquilo que é indispensável e precisa ser feito, aquilo
em nosso momento presente que mais nos leva em direção aos nossos objetivos e
valores. Mas nem sempre o essencial parece urgente.
O importante é aquilo que também é relevante e precisa ser cuidado,
mas em segundo lugar em relação ao que é essencial.
E o incidental é aquilo que tem pouca ou nenhuma importância real e que
só deve ser feito depois de termos cuidado do essencial e do importante.
Já que a vida é o momento
presente, não devemos desperdiçar tempo com o que é totalmente incidental e
precisamos priorizar o essencial em relação ao secundário. Porém, muitos
invertem a hierarquia, dedicando grande tempo, esforço e outros recursos para o
que é secundário ou mesmo incidental e pouco ou nada para o que é essencial.
Como usar a força de
vontade para manter o foco em nossos objetivos, sendo influenciados emocionalmente
pelos acontecimentos diários? Precisamos aplicar convicção em nossa sensibilidade.
Nenhum ser humano é uma
linha reta. Ninguém é igual todo dia e o dia todo. Hoje podemos estar mais
tranquilos e animados, mas por diversos motivos amanhã podemos estar tensos e
cansados. Nossa sensibilidade (habilidade sensorial) é afetada pelos acontecimentos
e pelos estímulos do ambiente.
A sensibilidade do ser
humano pode ser representada por uma linha em ziguezague. Esta é a “linha da sensibilidade”. Para a maioria,
esse ziguezague ocorre dentro de uma pequena faixa de oscilação e de forma coerente
com os acontecimentos externos. Mas alguns apresentam em seu mundo interior uma alternância de estados
emocionais muito brusca, larga e imprevisível, tornando o convívio com eles um
tanto difícil.
É necessário dominar essa
oscilação. É nossa firmeza de propósito, nossa segurança intrapessoal, nossa
convicção que equilibrará a nossa linha da sensibilidade. Quando estivermos
eufóricos demais com algo, a linha da convicção logo nos fará “descer à realidade”;
quando estivermos negativos demais, ela nos fará “subir à realidade” o mais breve possível; e nos
dois casos vamos prosseguir com sobriedade. Essa firmeza de propósito
é um traço reto, a “linha da convicção”
que se sobrepõe à linha da sensibilidade e a estabiliza e evita oscilações
excessivas.
SENSIBILIDADE + CONVICÇÃO
= EQUILÍBRIO
* * *

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