Ser um bom profissional e
um bom ser humano não é garantia de progresso e êxito na carreira. De fato,
“ser bom” pode ser um obstáculo para o próprio desenvolvimento de diversas
formas. Muitas vezes esse comportamento é motivado pela insegurança, além de
conceitos inadequados de si mesmo e da vida. E os resultados disso tendem a ser negativos.
Por exemplo, um tipo de obstáculo que
ser muito “bom” pode colocar no seu progresso é por afetar o seu relacionamento
com seu gestor imediato. O gestor pode se sentir inseguro por ter um subordinado
muito eficiente e então deixá-lo na “geladeira”, sem orientação e apoio para se
desenvolver. O profissional não apenas deixa de receber treinamentos e oportunidades,
mas tem sua autoconfiança minada.
Também pode ocorrer do
gestor apreciar tanto o trabalho de seu subordinado que não quer que ele se desenvolva
mais e seja promovido, saindo do seu quadro. Assim, esse gestor pode ser
parcimonioso na orientação e apoio, além do treinamento e oportunidades que lhe dá. E embora faça avaliações de desempenho positivas e o elogie
para terceiros, o faz de forma mínima.
Além disso, o gestor pode
encarar o subordinado como alguém altamente capacitado e canalizar para ele
cada vez mais responsabilidades, tarefas e problemas. Como o profissional
aceita tudo sem reclamar, o gestor acredita que ele está dentro da sua capacidade,
quando de fato está se sobrecarregando. Esse é o preço por não saber negociar,
revelar suas limitações e saber dizer “não”.
Por fim, o gestor pode
considerar um subordinado tão bom que se esquece de investir nele ou considera
isso desnecessário. O profissional deve mostrar quais são suas necessidades e
potenciais e que o investimento nele trará bons retornos para a organização.
Ser muito “bom” também
pode perturbar o relacionamento com colegas. Pode acreditar que a maioria dos
outros é medíocre, o que antagoniza os demais. Querendo ou não, expõe o
comodismo daqueles que possuem capacidade similar à sua, mas não a mesma garra.
E conforme extrapola, faz até mesmo quem se desempenha razoavelmente bem
parecer acomodado.
Se o profissional "muito bom" tiver subordinados, pode acabar diminuindo o desempenho e o desenvolvimento deles por não proporcionar feedbacks e treinamentos na forma adequada, movido por uma "bondade" mal orientada.
Se o profissional "muito bom" tiver subordinados, pode acabar diminuindo o desempenho e o desenvolvimento deles por não proporcionar feedbacks e treinamentos na forma adequada, movido por uma "bondade" mal orientada.
Como saber se você é
“bom” na medida e da forma adequada? Uma maneira é comparar sua carga de
trabalho e desempenho com colegas que possuem função e perfil semelhantes aos
seus. Você está em torno da média daqueles que se empenham de modo razoável?
Outra maneira é saber se você atinge satisfatoriamente as expectativas do seu
gestor e da sua organização. Além das competências técnicas, avalie também a habilidade
de se relacionar.
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