quinta-feira, 22 de maio de 2014

Ser "Muito Bom" pode ser Ruim


Ser um bom profissional e um bom ser humano não é garantia de progresso e êxito na carreira. De fato, “ser bom” pode ser um obstáculo para o próprio desenvolvimento de diversas formas. Muitas vezes esse comportamento é motivado pela insegurança, além de conceitos inadequados de si mesmo e da vida. E os resultados disso tendem a ser negativos.
 
Por exemplo, um tipo de obstáculo que ser muito “bom” pode colocar no seu progresso é por afetar o seu relacionamento com seu gestor imediato. O gestor pode se sentir inseguro por ter um subordinado muito eficiente e então deixá-lo na “geladeira”, sem orientação e apoio para se desenvolver. O profissional não apenas deixa de receber treinamentos e oportunidades, mas tem sua autoconfiança minada.
 
Também pode ocorrer do gestor apreciar tanto o trabalho de seu subordinado que não quer que ele se desenvolva mais e seja promovido, saindo do seu quadro. Assim, esse gestor pode ser parcimonioso na orientação e apoio, além do treinamento e oportunidades que lhe dá. E embora faça avaliações de desempenho positivas e o elogie para terceiros, o faz de forma mínima.
 
Além disso, o gestor pode encarar o subordinado como alguém altamente capacitado e canalizar para ele cada vez mais responsabilidades, tarefas e problemas. Como o profissional aceita tudo sem reclamar, o gestor acredita que ele está dentro da sua capacidade, quando de fato está se sobrecarregando. Esse é o preço por não saber negociar, revelar suas limitações e saber dizer “não”.
 
Por fim, o gestor pode considerar um subordinado tão bom que se esquece de investir nele ou considera isso desnecessário. O profissional deve mostrar quais são suas necessidades e potenciais e que o investimento nele trará bons retornos para a organização.
 
Ser muito “bom” também pode perturbar o relacionamento com colegas. Pode acreditar que a maioria dos outros é medíocre, o que antagoniza os demais. Querendo ou não, expõe o comodismo daqueles que possuem capacidade similar à sua, mas não a mesma garra. E conforme extrapola, faz até mesmo quem se desempenha razoavelmente bem parecer acomodado.
 
Se o profissional "muito bom" tiver subordinados, pode acabar diminuindo o desempenho e o desenvolvimento deles por não proporcionar feedbacks e treinamentos na forma adequada, movido por uma "bondade" mal orientada.
 
Como saber se você é “bom” na medida e da forma adequada? Uma maneira é comparar sua carga de trabalho e desempenho com colegas que possuem função e perfil semelhantes aos seus. Você está em torno da média daqueles que se empenham de modo razoável? Outra maneira é saber se você atinge satisfatoriamente as expectativas do seu gestor e da sua organização. Além das competências técnicas, avalie também a habilidade de se relacionar.
 
 
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