Donald Meichenbaum
percebeu que pacientes esquizofrênicos que espontaneamente praticavam a
autoinstrução eram menos distraídos e tinham desempenho superior em diversos
aspectos em comparação com os demais pacientes similares. Partindo dessa constatação,
Meichenbaum realizou pesquisas sobre a autoinstrução.
Meichenbaum foi influenciado pelo trabalho de Luria e Vygotsky, que estudaram a relação entre a linguagem e o comportamento e sugeriram que o controle voluntário sobre o comportamento do indivíduo envolve uma progressão gradual da regulação externa por pessoas significativas para a autorregulação como resultado da internalização de comandos verbais.
Os primeiros estudos de
Meichenbaum envolveram crianças impulsivas. O programa de tratamento tinha
quatro objetivos: (1) treinar as crianças a produzir autocomandos verbais e a
responder adequadamente a eles, (2) fortalecer as propriedades mediadoras do
discurso interior das crianças para manter seu comportamento sob seu próprio
controle verbal, (3) superar qualquer deficiência de compreensão, produção ou
mediação e (4) estimular as crianças a autorregularem o seu comportamento de
forma adequada.
Os procedimentos foram
projetados para replicar a sequência de desenvolvimento proposta por Luria e
Vygotsky. O treinamento melhorou significativamente o desempenho
de crianças impulsivas.
Depois foram feitos
outros estudos para diversos transtornos psicológicos. A origem behaviorista de
Meichenbaum é manifesta-se na ênfase em tarefas graduais, modelagem cognitiva,
treinamento mediador direcionado e autorreforço. O treinamento de autoinstrução
é um paradigma básico que pode ser ajustado conforme as necessidades e possibilidades
específicas. De modo geral os clientes são treinados em seis habilidades
globais:
(1) definição do problema,
(2) abordagem do
problema,
(3) foco da atenção,
(4) afirmações voltadas
para o enfrentamento,
(5) opções para corrigir
erros e
(6) autorreforço.
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