Em geral sobra pouco tempo
no nosso cotidiano para pensarmos em questões filosóficas. Porém, todo trabalho
que realizamos e as próprias instituições nos quais o fazemos não teriam
sentido se não estivessem fundamentadas pela razão. Fazem parte da nossa vida,
mas você já parou para pensar no que é viver, não no sentido biológico, mas peculiarmente
humano? Uma boa resposta é:
ao que é essencial no momento presente”
Viver plenamente NÃO é:
Dedicar parte do
intelecto e toda a vontade
ao que é essencial no momento presente;
Dedicar todo o intelecto
e parte da vontade
ao que é essencial no momento presente;
Dedicar todo o intelecto
e toda a vontade
ao que é secundário ou incidental no momento presente;
Dedicar todo o intelecto
e toda a vontade
ao que é essencial no momento passado ou futuro.
Viver plenamente É:
“...dedicar todo o
intelecto e toda a vontade
ao que é essencial no momento presente”
Porém, o mote “viver o presente” pode ser entendido e aplicado de forma
responsável ou irresponsável. Precisamos planejar o futuro, mesmo não tendo um
conhecimento perfeito de tudo o que ocorrerá e nem certeza absoluta de que
conseguiremos realizar na íntegra o que planejamos.
Imagine alguém chegando ao
aeroporto dizendo que quer uma passagem imediatamente para uma capital
distante, sem ter feito uma reserva antes, com a explicação
de que vive somente o momento presente e que o futuro é apenas uma prospecção
que ainda não existe de fato...
Algumas vezes o melhor
uso do momento presente é planejar nossos passos futuros, mantendo em mente
nossas limitações humanas e que o que planejamos pode não ocorrer em parte ou
mesmo no todo. Se nós queremos fazer uma viagem de avião mês que vem para uma
capital distante, precisamos pesquisar antes, comprar uma passagem, fazer a
reserva, etc.
Assim, “viver o presente”
aqui não significa viver irresponsavelmente, sem planejamento nem
objetivos, agindo automaticamente de acordo com a emoção do momento e as
pressões do ambiente, fazendo tudo de forma louca no instante em que surge o
desejo.
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