quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Hipersensibilidade (6/6): Seja Objetivo, Sensato e Equilibrado ao Lidar com Críticas



Não há nada de errado em aceitar críticas. Nem em rejeitar críticas. O erro está em acreditar em todas as críticas (hipersensibilidade) ou em rejeitar todas (superconfiança) indiscriminadamente, sem analisar de forma objetiva o seu conteúdo e importância, nem considerar o conhecimento e a motivação do autor delas. Assim, a palavra-chave é "discernimento".
 
Podemos aprender muito com as experiências e ideias alheias. Às vezes, ouvir e/ou observar os outros nos poupa tempo, energia, recursos e sofrimentos. Mas, outras vezes, o que serviu ou serviria perfeitamente para alguém não é o melhor para nosso caso. Temos que saber diferenciar e escolher de forma objetiva, não é nada interpessoal.
Não há como evitar as críticas explícitas e implícitas que vêm de todos os lados. Quando prestamos serviço para outras pessoas, elas avaliam nosso trabalho e algumas são superexigentes. A publicidade, os programas de TV, a mídia em geral nos impõem padrões quanto a que alvos na vida devemos ter, que produtos e serviços devemos usufruir, que filmes e músicas devemos assistir, do que devemos gostar e o que devemos pensar para mostrar que somos “legais”, “de mente aberta”, “por dentro”, “atualizados”, etc.
 
Quando não correspondemos às expectativas, pode ser difícil não ficar para baixo, em especial se elas fazem vibrar o nosso crítico interior. Mas o simples fato de aprender a parar para analisar objetivamente essas críticas pode interromper de imediato as vibrações do nosso crítico interno.
 
Quando um crítico (externo ou interno) dizer que não daremos conta, que algo terrível acontecerá, que “todo mundo” está zombando de você, pare e pergunte a ele de forma assertiva com que base afirma isso, o que exatamente é esse “algo terrível” ou quem especificamente é esse “todo mundo”. No caso de alguns críticos externos, em vista do conhecimento e da motivação deles, nem compensa debater, basta pensarmos.
 
Podemos desempenhar o papel de nosso próprio advogado de defesa, o que é justo, já que nosso crítico (externo e/ou interno) está desempenhando o papel de acusação com tanta tenacidade. Antes do nosso “juiz interior” chegar a um veredicto, o que podemos dizer a nosso próprio favor? Que réplicas, que atenuantes e que explicações alternativas são possíveis? Que provas a favor e contra existem e qual a validade de cada uma?
 
É sempre interessante atribuir as devidas responsabilidades, que nunca pertencem 100% a uma pessoa só. Nossos críticos não estão sendo muito duros? Não estaremos sendo tolerantes em excesso com eles? Se alguém disser que, se não aceitarmos uma ideia, produto ou serviço, é porque não somos “inteligentes”, ou não amamos nossa família, ou algo assim, vamos acreditar? Qual é a prova? Qual é a correlação?
 
Nossa responsabilidade é analisar objetivamente as críticas que recebemos. Se aceitarmos ou rejeitarmos críticas indiscriminadamente, estaremos sendo irresponsáveis e sofreremos as consequências adversas. Não podemos impedir que críticas externas façam o nosso crítico interior vibrar. Mas sempre podemos mantê-lo sob controle.
 

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Um comentário:

  1. Isso é verdade. A mídia influencia; padrões de beleza, produtos, maneira certa de pensar e....violência pra tudo quanto que é lado, de todos os tipos e formas. Eu me pergunto: em que isso vai me ajudar ou acrescentar para minha vida? a ser padrão como todo mundo? Bom, e aqueles que se ¨rebelarem¨na forma de pensar e atuar, pode começar a ler as ¨6 partes da Hipersensibilidade¨. Porque vai ter chumbo grosso para que não tiver caráter.

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