Sim, é elogiável se empenhar bastante para fazer um trabalho muito bem feito. É uma boa diretriz geral para a maioria dos casos. Entretanto, em determinadas situações o tempo, a energia e outros recursos são mais limitados e não podemos exigir o mesmo nível de quando estamos em circunstâncias mais favoráveis. Nestes casos, temos que nos contentar em fazer algo bom, porém mais simples, ou não conseguiremos fazer nada.
Além disso, ser uma pessoa que segue elevados padrões não requer viver impondo a si mesmo e/ou aos outros normas absurdamente difíceis e parâmetros inalcançáveis, em todos os lugares e situações. Essa rigidez gera problemas. Precisamos ser equilibrados e sensatos em o que, quando, como e em que grau nós exigimos altos desempenhos.
Outro erro comum dos perfeccionistas é acreditar que sempre só existe uma única maneira certa de se fazer algo; qualquer sugestão de fazer de outra forma é encarada como uma proposta indecente. Ou então o perfeccionista reconhece que existem outros modos possíveis, mas que a maneira dele é a melhor, tem que ser desse jeito e ponto final.
Às vezes colocamos na cabeça uma ideia que simplesmente está errada. Aprendemos que algo TEM que ser feito de certa forma e o fazemos minuciosamente assim. Então, quando os resultados são negativos ou inferiores, presumimos que nós não fizemos (ou os outros não fizeram) direito e insistimos com aquele modo de agir. Os resultados pioram, ficamos mais tensos, o processo se torna mais desagradável e a relação, aversiva.
Ser flexível significa refletir sobre os métodos empregados pelos outros, diferenciar “método” de “meta” e aceitar experimentar mesmo que seja apenas um aspecto do jeito como alguém faz ou sugere algo. O nosso método costumeiro pode ser o melhor para certas circunstâncias, ao passo que em outros casos um método alternativo pode ser mais eficaz.
Torne-se menos sensível às "imperfeições". Comece fazendo algumas tarefas de modos deliberadamente “imperfeitos” de formas inofensivas, como lavar todos os copos exceto um. Não importa que atividade escolher, a ideia é fazê-lo e depois avaliar o resultado. Perceberá que nada de catastrófico aconteceu. Este é o medo de muitos perfeccionistas. E este exercício dessensibiliza gradualmente a pessoa dessa angústia.
Às vezes temos padrões elevados demais e fazemos bem em reduzi-los a um nível mais razoável. Outras vezes, o problema não é tanto o tamanho de nossas metas e sim a forma como tentamos alcançá-las. Alguns perfeccionistas ficam preocupados porque o prazo e os recursos disponíveis são insuficientes, perdendo tempo e energia preciosos. Mas quando a pessoa divide a meta maior em metas menores progressivas e se concentra em cada etapa, às vezes pode conseguir o que parecia impossível.
Porém, cada situação é única e estas sugestões precisam ser combinadas e aplicadas sob medida em cada caso. Pode ser verdade que o prazo e os recursos sejam insuficientes, mesmo com a subdivisão da meta em etapas menores. Nestes casos, o nível de exigência talvez tenha que ser reduzido do “melhor ideal” para o “melhor possível”.
O importante é planejar bem e começar logo que razoavelmente possível, em vez de ficar paralisado pela ansiedade ou de mergulhar em uma superatividade improdutiva. Concentre-se na etapa atual e ao mesmo tempo pense em termos de processo. É mais fácil realizar algo pequeno, que poderá em seguida ser usado para construir algo maior e assim por diante.
O importante é planejar bem e começar logo que razoavelmente possível, em vez de ficar paralisado pela ansiedade ou de mergulhar em uma superatividade improdutiva. Concentre-se na etapa atual e ao mesmo tempo pense em termos de processo. É mais fácil realizar algo pequeno, que poderá em seguida ser usado para construir algo maior e assim por diante.
O caminho mais curto entre dois pontos é uma reta, mas nem sempre é possível ir pela via direta. Se você tentar escalar uma subida íngreme e escorregadia, vai gastar muito tempo e energia e talvez nem consiga. Mas se escavar uma série de degraus, chegará um passo de cada vez até o topo.
Enquanto nos agarrarmos a ideias de “tudo ou nada”, “do meu jeito ou de jeito nenhum”, de fazer tudo de uma vez só e de exigir algo enorme já, haverá uma grande probabilidade de acabarmos frustrados. Mas se pensarmos em termos de aprimoramento gradual constante e de adaptação contínua em busca de um objetivo maior (a conclusão, não a “perfeição”), nossas chances serão bem maiores e tudo ficará mais viável e qualitativo.
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