Nas teorias do Grupo B
permanece o conceito de “estágios”, embora não considere que as pessoas passem
para níveis superiores de maturidade ou de complexidade de pensamento.
Tratam-se apenas de mudanças pelas quais passamos causadas por mudanças
fisiológicas ou pela alteração dos papéis que assumimos na vida em determinada
sequência.
Duas teorias especiais dessa categoria são as teorias sociológicas
do ciclo de vida familiar e a teoria de Levinson das estações da vida adulta.
TEORIA DOS PAPÉIS
Entre as teorias que
propõem estágios sem uma meta ou direção exata, encontram-se as teorias
sociológicas do ciclo de vida familiar. Um dos seus conceitos principais é o do
“papel” que constitui uma descrição
das obrigações que são parte de uma posição ou status em uma cultura, como o
papel de professor ou mesmo um papel sexual.
Há diversos aspectos sobre os papéis que temos de compreender:
Há diversos aspectos sobre os papéis que temos de compreender:
Primeiro, a própria
definição que a sociedade faz de um papel muda conforme ela muda. Desempenhar o
papel de professor no Brasil é diferente de fazê-lo na Ucrânia; mesmo no
Brasil, o “ser professor” é diferente em diferentes regiões do país, ou para
diferentes classes sociais, ou hoje do que era há dez ou cem anos.
Segundo, cada um de nós
desempenha diversos papéis em diferentes contextos. Um mesmo homem pode ser um
profissional, um pai e marido, um filho e irmão, um membro de uma associação e
assim por diante.
Neste aspecto, pode ocorrer conflito de papéis quando dois ou mais papéis fazem demandas incompatíveis, como exigir comportamentos diferentes ou por exigirem mais do nosso tempo e energia. Também pode haver tensão de papéis quando as qualidades e habilidades da pessoa não estão à altura das exigências de um papel que ela desempenha.
Neste aspecto, pode ocorrer conflito de papéis quando dois ou mais papéis fazem demandas incompatíveis, como exigir comportamentos diferentes ou por exigirem mais do nosso tempo e energia. Também pode haver tensão de papéis quando as qualidades e habilidades da pessoa não estão à altura das exigências de um papel que ela desempenha.
Terceiro, os papéis mudam
sistematicamente com o tempo, além de ocorrerem em determinadas sequências. O
papel de marido e filho casado é diferente do papel de namorado e filho
solteiro; o papel de marido e pai de um bebê é diferente do papel de marido sem
filho; o papel de pai de uma criança de cinco anos é diferente do papel de um
jovem de quinze anos. Porém, essa mudança não significa que um papel posterior
seja melhor, mais complexo ou mais maduro do que o anterior. É apenas um
estágio seguinte.
TEORIA DA ESTRUTURA DE VIDA
Daniel Levinson também
fala de uma vida adulta com ritmos e padrões compartilhados, mas sem crescimento
para um nível superior. Seu conceito-chave é o de “estrutura de vida”, que constitui o padrão ou projeto subjacente de
vida de uma pessoa em determinado período. Essa estrutura, além dos papéis,
inclui a qualidade e os padrões das relações de um indivíduo, tudo filtrado
pela personalidade dele.
Conforme as circunstâncias e a própria pessoa mudam, a estrutura também vai mudando. O ciclo da vida pode ser dividido em etapas de cerca de 20 anos, havendo entre elas importantes transições. E dentro de cada etapa existe a fase principiante, intermediária e culminante. Além disso, cada etapa e cada transição têm seus próprios desafios, questões e tarefas.
Conforme as circunstâncias e a própria pessoa mudam, a estrutura também vai mudando. O ciclo da vida pode ser dividido em etapas de cerca de 20 anos, havendo entre elas importantes transições. E dentro de cada etapa existe a fase principiante, intermediária e culminante. Além disso, cada etapa e cada transição têm seus próprios desafios, questões e tarefas.
Novamente, não significa
que todas as vidas adultas se assemelhem em um padrão rígido. Nem que uma
estrutura seja superior à outra. Significa que existe uma alternância entre
estruturas de vida estáveis por vários anos e períodos de transição entre eles.
E que esse padrão geral (incluindo as tarefas e questões de cada etapa) é
compartilhado por todas as pessoas de todas as culturas e épocas.
COMENTÁRIOS
A principal dificuldade
desse grupo de teorias é que ele é inexato, não descreve a história de vida da
maioria das pessoas. Por exemplo
Além disso, pessoas de diferentes culturas e de diferentes gerações possuem valores e expectativas bem diversas sobre casamento e filhos.
- Nem todos se casam, alguns se casam com menos de 20 anos e outros se casam depois dos 30 anos.
- Nem todos que se casam têm filhos e nem todos que têm filhos se casam. Alguns têm filhos com uma pessoa e se casam com outra.
- Dos que se casam, muitos continuam juntos (bem ou mal) , mas uma boa parcela se divorcia. E dos que se divorciam, uma parte volta a se casar e outra parte fica como pais e mães solteiros.
Além disso, pessoas de diferentes culturas e de diferentes gerações possuem valores e expectativas bem diversas sobre casamento e filhos.
Porém, mesmo sendo
um mapa inexato do território do desenvolvimento humano, essa visão
apresenta noções importantes: temos um ritmo biológico e um ritmo social que
produzem mudanças, passamos por etapas em nossa vida e por transições entre
elas e neste processo adquirimos papéis, que vão sendo redefinidos e no tempo
certo são descartados.
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