terça-feira, 15 de outubro de 2013

Rigidez Mental (6/6): Conclusão


Rejeitar ou modificar nossas regras rígidas parece contraditório, pois o pressuposto é justamente que elas devem ser seguidas cegamente. Porém, quando começamos a pensar em termos de análise de consequências, nos tornamos capazes de modificar nossas regras e rejeitar as obrigações que nossos críticos (internos e externos) querem nos forçar a seguir.
Suponha que esteja certo em pensar que alguns conhecidos vão reprová-lo se tomar certa decisão, como aceitar um trabalho com menor status e salário, mas melhor qualidade de vida. Imagine também que uma “parte” de você mesmo (seu crítico interior) concorde com essa reprovação. Afinal, TEMOS que sempre crescer e nunca regredir, não é mesmo?

Não, nós não temos. Ele deve perguntar-se que importância realmente têm estes críticos e o que é mais importante: obedecer aos críticos ou fazer o que concluiu ser o melhor para ele. O mero reconhecimento de que existe uma escolha concede uma margem de manobra maior.

Claro que usar esse poder de escolha vai ser desaprovado por pessoas que querem decidir o que você deve pensar, sentir e fazer. 

Outro exemplo: talvez sua família insista que você deve relacionar-se com um familiar que tem atitudes e comportamentos destrutivos só porque ele é seu parente (embora não pressionem esse familiar a mudar a forma como pensa e age, é só você que tem que mudar). Seria ótimo se você e esse parente tivessem um bom relacionamento, como familiares deveriam ter, mas você pode concluir que o preço da tolerância neste caso é alto demais.

Por outro lado, se uma autoridade quiser tolher algum direito fundamental seu, talvez você avalie que o preço de lutar por suas convicções pode ser alto, mas é uma causa pela qual vale a pena lutar. Você é responsável por si mesmo. O que você acredita que é melhor? O que você está disposto a fazer?


PENSANDO “MELHOR”

Para evitar o erro da rigidez mental é necessário refletir, ponderar diferentes fatores e escolher uma entre várias opções, em vez de nos limitarmos à reação automática que fomos condicionados. Se parar para analisar as crenças que regem sua vida, optará por preservar algumas, modificar outras e trocar ainda outras. Também vai optar tolerar ideias alheias divergentes.

A palavra-chave é “optar”. Em todas as situações temos escolhas a fazer. Nós é que escolhemos o que é o melhor dentro do que é possível. Temos o poder de abrandar normas rígidas autoimpostas que restringem indevidamente nossa vida.


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