O
bimestre dezembro/janeiro é um período especial para fazer um balanço dos doze
meses anteriores e planejar os doze meses seguintes. Porém, para muitos essa
reflexão logo se perde nas primeiras semanas de rotina cheia e acelerada. Como
transformar nosso planejamento em realidade? Algo que ajuda muito é fazer um
planejamento por escrito e bem sistematizado.
É
importante lembrar que temos diversas carreiras além da profissional, que deve
ser apenas parte do nosso projeto de vida. Também desempenhamos papéis
familiares (incluindo o de cônjuge, se for o caso). Precisamos cuidar de nossa
saúde física, emocional, intelectual e existencial e estabelecer uma meta
grande para cada uma dessas dimensões. Cada meta deve ser desafiadora e
estimulante, mas viável. Precisamos nos conscientizar tanto de nossos
potenciais (e o que precisamos fazer para materializá-los) quanto de nossas
limitações (e como lidar bem com elas).
Precisamos
planejar nossa carreira profissional, pois ela ajuda a dar sentido para nossa
vida e financia a satisfação de nossas necessidades humanas. Temos que
diferenciar o que realmente necessitamos daquilo que desejamos. Cada um de nós
deve prever o que precisa ter e o que
quer ter, considerando o que é
razoavelmente realizável e necessário no seu próprio caso.
Uma
competência muito importante é planejar, iniciar e concluir projetos. Também é essencial ser capaz de tomar boas decisões e de influir
nos processos decisórios ao nosso redor. Por fim, temos que saber avaliar até
que ponto nossos objetivos e valores pessoais são harmonizáveis com os
objetivos e valores da organização a que pertencemos.
Finalmente,
depois de registrar por escrito nossos objetivos, valores e planejamento, é
produtivo fazer revisões periódicas, não apenas no bimestre dezembro/janeiro.
Desta forma vamos maximizar nossas realizações pessoais e profissionais e poderemos
ter uma vida satisfatória e desafiante.
PLANTAR, COLHER, RECOMEÇAR
Os
agricultores prestam atenção ao tempo certo para cultivar o solo, para plantar,
para cultivar e para colher, após o que vem um novo momento para cultivar o
solo e o ciclo se reinicia. Em nossa vida pessoal e profissional ocorre o
mesmo. Ou devia ocorrer.
Muitos vivem reclamando da empresa onde trabalham, dos seus familiares, do seu cônjuge, mas nada de produtivo fazem para modificar sua situação. Muito melhor é quando o indivíduo reconhece sua parcela de responsabilidade perante o problema (o que é diferente de “culpa”) e procura fazer a sua parte com boa qualidade.
Muitos vivem reclamando da empresa onde trabalham, dos seus familiares, do seu cônjuge, mas nada de produtivo fazem para modificar sua situação. Muito melhor é quando o indivíduo reconhece sua parcela de responsabilidade perante o problema (o que é diferente de “culpa”) e procura fazer a sua parte com boa qualidade.
Se quer
melhores resultados em sua vida pessoal e/ou profissional, identifique se está no tempo para "cultivar o solo", para "plantar",
para "cultivar" ou "colher". Alguns problemas podem ser totalmente solucionados. Já outros problemas
podem ser minimizados, mas temos que aprender a conviver com eles. Em alguns
casos é melhor recomeçar, por exemplo, procurando um novo trabalho.
Em outros casos, é melhor identificar o que está no nosso poder de influência e
agir neste sentido.
Há
pessoas que se sentem infelizes no seu casamento e pensam em se separar e
procurar outro cônjuge (não necessariamente nesta ordem). Porém, elas apenas
levarão para o novo relacionamento o modo de pensar e agir que contribuiu para
o problema e a tendência é terminar igual ou pior do que antes. Não é o
relacionamento que torna você feliz ou infeliz, é você que leva a sua
felicidade ou infelicidade para o relacionamento.
Vocês dois assumiram uma responsabilidade, então sejam responsáveis! Se nada de grave estiver
ocorrendo, trabalhem para amadurecer e melhorar o relacionamento. Somente
pessoas imaturas terminam levianamente uma relação só porque se sentem
“infelizes”.
De
qualquer forma, pare de ter complexo de vítima. Erradique o queixume crônico e
a irresponsabilidade do seu modo de pensar e agir. Cultive e preserve seu
equilíbrio interior e exterior.
CONHEÇA SUAS PRÓPRIAS MOTIVAÇÕES
Poucos
sabem explicar claramente porque fazem o que fazem. Falam de dinheiro ou de
obrigação, mas estes são resultados e não causas. O porquê vem da finalidade,
das causas primordiais, dos derradeiros objetivos, de suas convicções e
valores.
Entendermos
nossas próprias motivações e ter clareza de propósitos é a única forma de mantermos
um genuíno e duradouro senso de realização na vida. Requer autoconhecimento,
ter consciência dos efeitos que causamos ou podemos causar nas pessoas (construtivos
e destrutivos) e estabelecermos e atingir objetivos relevantes.
Antes
de tudo, conscientize-se de seus próprios valores, pois eles
orientam nossa vida por servirem de parâmetros para nossas decisões. É mais
difícil chegar às respostas certas quando começamos pelas perguntas erradas.
Daqui
a doze meses você será semelhante ao que é hoje, mas haverá diferenças. Em
grande parte, o que determinará quais diferenças serão estas (e se elas serão
positivas ou negativas) será os livros que ler e as pessoas com quem se
relacionar. Leia bons livros, úteis para o seu desenvolvimento pessoal e
profissional. E relacione-se com pessoas que estimulam a aprimorar-se e faça o
mesmo a elas.
Prossiga
apesar do medo e outros sentimentos negativos. Nem todo medo é ruim e nem toda
esperança é boa. Deixe de lado a paralisia, a acomodação e o complexo de
vítima. Busque o autoconhecimento. Dentro do possível, faça bem feito tudo o
que fizer. Essas atitudes farão fazer enorme diferença em sua satisfação na
vida e no seu senso de realização.
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