quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Planejamento de Vida



O bimestre dezembro/janeiro é um período especial para fazer um balanço dos doze meses anteriores e planejar os doze meses seguintes. Porém, para muitos essa reflexão logo se perde nas primeiras semanas de rotina cheia e acelerada. Como transformar nosso planejamento em realidade? Algo que ajuda muito é fazer um planejamento por escrito e bem sistematizado.
 
É importante lembrar que temos diversas carreiras além da profissional, que deve ser apenas par­te do nosso projeto de vida. Também desempenhamos papéis familiares (incluindo o de cônjuge, se for o caso). Precisamos cuidar de nossa saúde física, emocional, intelectual e existencial e estabelecer uma meta grande para cada uma dessas dimensões. Cada meta deve ser desafiadora e estimulante, mas viável. Precisamos nos conscientizar tanto de nossos potenciais (e o que precisamos fazer para materializá-los) quanto de nossas limitações (e como lidar bem com elas).
 
Precisamos planejar nossa carreira profissional, pois ela ajuda a dar sentido para nossa vida e financia a sa­tisfação de nossas necessidades humanas. Temos que diferenciar o que realmente necessitamos daquilo que desejamos. Cada um de nós deve prever o que precisa ter e o que quer ter, considerando o que é razoavelmente realizável e necessário no seu próprio caso.
 
Uma competência muito importante é planejar, iniciar e concluir projetos. Também é essencial ser capaz de tomar boas decisões e de influir nos processos decisórios ao nosso redor. Por fim, temos que saber avaliar até que ponto nossos objetivos e valores pessoais são harmonizáveis com os objetivos e valores da organização a que pertencemos.
 
Finalmente, depois de registrar por escrito nossos objetivos, valores e planejamento, é produtivo fazer revisões periódicas, não apenas no bimestre dezembro/janeiro. Desta forma vamos maximizar nossas realizações pessoais e profissionais e poderemos ter uma vida satisfatória e desafiante.
 
 
PLANTAR, COLHER, RECOMEÇAR
 
Os agricultores prestam atenção ao tempo certo para cultivar o solo, para plantar, para cultivar e para colher, após o que vem um novo momento para cultivar o solo e o ciclo se reinicia. Em nossa vida pessoal e profissional ocorre o mesmo. Ou devia ocorrer.
 
Muitos vivem reclamando da empresa onde trabalham, dos seus familiares, do seu cônjuge, mas nada de produtivo fazem para modificar sua situação. Muito melhor é quando o indivíduo reconhece sua parcela de responsabilidade perante o problema (o que é diferente de “culpa”) e procura fazer a sua parte com boa qualidade.
 
Se quer melhores resultados em sua vida pessoal e/ou profissional, identifique se está no tempo para "cultivar o solo", para "plantar", para "cultivar" ou "colher". Alguns problemas podem ser totalmente solucionados. Já outros problemas podem ser minimizados, mas temos que aprender a conviver com eles. Em alguns casos é melhor recomeçar, por exemplo, procurando um novo trabalho. Em outros casos, é melhor identificar o que está no nosso poder de influência e agir neste sentido.
 
Há pessoas que se sentem infelizes no seu casamento e pensam em se separar e procurar outro cônjuge (não necessariamente nesta ordem). Porém, elas apenas levarão para o novo relacionamento o modo de pensar e agir que contribuiu para o problema e a tendência é terminar igual ou pior do que antes. Não é o relacionamento que torna você feliz ou infeliz, é você que leva a sua felicidade ou infelicidade para o relacio­namento.
 
Vocês dois assumiram uma responsabilidade, então sejam responsáveis! Se nada de grave estiver ocorrendo, trabalhem para amadurecer e melhorar o relacionamento. Somente pessoas imaturas terminam levianamente uma relação só porque se sentem “infelizes”.
 
De qualquer forma, pare de ter complexo de vítima. Erradique o queixume crônico e a irresponsabilidade do seu modo de pensar e agir. Cultive e preserve seu equilíbrio interior e exterior.
 
 
CONHEÇA SUAS PRÓPRIAS MOTIVAÇÕES
 
Poucos sabem explicar claramente porque fazem o que fazem. Falam de dinheiro ou de obrigação, mas estes são resultados e não causas. O porquê vem da finalidade, das causas primordiais, dos derradeiros objetivos, de suas convicções e valores.
 
Entendermos nossas próprias motivações e ter clareza de propósitos é a única forma de mantermos um genuíno e duradouro senso de realização na vida. Requer autoconhecimento, ter consciência dos efeitos que causamos ou podemos causar nas pessoas (construtivos e destrutivos) e estabelecermos e atingir objetivos relevantes.
 
Antes de tudo, conscientize-se de seus próprios valores, pois eles orientam nossa vida por servirem de parâmetros para nossas decisões. É mais difícil chegar às respostas certas quando começamos pelas perguntas erradas.
 
Daqui a doze meses você será semelhante ao que é hoje, mas haverá diferenças. Em grande parte, o que determinará quais diferenças serão estas (e se elas serão positivas ou negativas) será os livros que ler e as pessoas com quem se relacionar. Leia bons livros, úteis para o seu desenvolvimento pessoal e profissional. E relacione-se com pessoas que estimulam a aprimorar-se e faça o mesmo a elas.
 
Prossiga apesar do medo e outros sentimentos negativos. Nem todo medo é ruim e nem toda esperança é boa. Deixe de lado a paralisia, a acomodação e o complexo de vítima. Busque o autoconhecimento. Dentro do possível, faça bem feito tudo o que fizer. Essas atitudes farão fazer enorme diferença em sua satisfação na vida e no seu senso de realização.
 
 
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